Um dos pavilhões nacionais instalados na Blue Zone da COP-30 foi tomado pelo fogo na tarde desta quinta-feira (20), provocando correria, pânico e a evacuação imediata de participantes, jornalistas e equipes de apoio.
Vídeos gravados no local mostram chamas altas consumindo parte da estrutura enquanto pessoas correm desorientadas para escapar da área.
Até o momento, não há registro de feridos, mas o susto foi generalizado. A causa do incêndio ainda não foi identificada, e equipes técnicas trabalham para isolar o perímetro e iniciar a perícia.

Um participante da COP, Marcelo Rocha, relatou, que estava entre o pavilhão da África e o Climate Live – Entertainment and Culture quando a energia caiu e o fogo começou a subir.

Segundo relatos, as pessoas começaram a correr para deixar o local.Informações preliminares dão conta de que houve um curto-circuito, e o sistema elétrico do local foi desligado.
Apesar de oficialmente não haver explicação para o incidente, alguns fatores comuns em estruturas temporárias montadas para grandes eventos internacionais podem ter contribuído:Sobrecarga elétrica – Pavilhões da Blue Zone concentram sistemas de iluminação, equipamentos multimídia, telas de alta potência, cabos provisórios e condicionadores de ar, criando condições para curtos-circuitos quando há falhas no projeto ou no uso.
Materiais inflamáveis nas estruturas – Muitos estandes são montados com compostos leves, painéis de madeira, revestimentos sintéticos e tecidos que, caso não sejam tratados com retardantes de chama, podem pegar fogo rapidamente.
Equipamentos instalados às pressas – A COP-30 tem enfrentado críticas por atrasos e improvisos em algumas áreas. A pressa para concluir espaços pode levar a falhas na instalação elétrica ou no manuseio de equipamentos.
Calor intenso e ventilação inadequada – Belém enfrenta temperaturas elevadas nesta época do ano. Ambientes fechados e pouco ventilados, com muitos aparelhos funcionando simultaneamente, aumentam o risco de superaquecimento.
Acidente humano – O movimento intenso de visitantes, trabalhadores e expositores pode gerar incidentes simples — desde queda de equipamentos até contato acidental com fios expostos.
Enquanto a perícia não apresenta conclusões, o episódio levanta preocupações sobre a segurança da infraestrutura montada para receber milhares de pessoas diariamente na conferência.
Se confirmadas falhas estruturais ou elétricas, será um alerta grave para os organizadores, já que eventos dessa magnitude exigem rigor absoluto em prevenção de incêndios e protocolos de evacuação.
Sabino: “incêndio contido”
Em coletiva de imprensa, o ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que a “prioridade é a segurança das pessoas” e que o incêndio já foi contido.
O ministro ressaltou que a origem das chamas só poderá ser definida pelos técnicos responsáveis: “Pode ter sido um curto-circuito, mas quem vai dizer isso são os especialistas”.
A organização da COP30 também informou que o incêndio está controlado e não deixou feridos. “As equipes de bombeiros e segurança atuaram prontamente e seguem monitorando o local.”













