Presa por estelionato e identidade falsa, mulher utilizou histórias de prostituição infantil e autismo para justificar aparência adulta; prisão ocorreu na casa da família adotiva em Joinville (SC)
Sob o pretexto de ser portadora de autismo e de outros problemas de saúde, a suspeita alegava ter traços mais “maduros” por decorrência das condições. Segundo a polícia, ela afirmava à família adotiva que foi submetida à prostituição durante a infância, inclusive sendo obrigada a tomar hormônios.
“Infantilizada”
Em contato com a CNN Brasil, o delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pelo caso, explicou como a mulher sustentava o golpe aos familiares. De acordo com ele, “Gabriele”, como falsamente se identicava, usava supostos traumas anteriores e crises infantis para manter o disfarce.
“Ela conseguiu ludibriar a família, dizendo que ela tem essa aparência adulta porque foi obrigada a trabalhar em uma casa de prostituição durante a infância, na qual ela era obrigada a tomar hormônio”, afirmou.
A mulher alegava que devido ao uso forçado dos medicamentos, acabou desenvolvendo com maior rapidez o corpo feminino. Além disso, ela dizia ter outros problemas clínicos, como TEA (Transtorno do Espectro Autista), que contribuíram para a fisionomia mais velha.
Segundo Gusso, a mulher forjava algumas crises infantis aos pais adotivos, como o medo de dormir sozinha e demais inseguranças. Ela pedia à mãe que a fizesse dormir em seu quarto que, conforme relatado pelo delegado, era “infatailizado”.
Golpe era recorrente
De acordo com a polícia, após as diligências da equpe, foi constatado que a mulher é reincidente nessa prática criminosa, tendo antecedentes penais por golpes idênticos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Em depoimento, a investigada confessou integralmente a autoria dos crimes. Ela foi presa em flagrante e encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanecerá à disposição da Justiça.
À polícia, os familiares afirmaram que eles tentaram matricular “Gabriele” em uma escola, realizando um processo de adoção legal, conforme previsto pela lei.
Para a família adotiva, a suspeita afirmava que o pai biológico praticava maus-tratos contra ela. Embora não haja confirmação dessa versão, o delegado ainda aifrmou que “ela chegou a pedir, no primeiro momento, uma transferência de PIX para essa família adotiva em nome do terceiro”.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
Fonte: CNN













