Olá, queridas leitoras,
No último dia do mês de junho o governo federal fez o anúncio do Plano Safra 2026-2027. Durante a apresentação os números robustos tornaram evidente o que quem trabalha no campo já sabe: o vigor do agronegócio brasileiro, sua importância para balança comercial e a contribuição para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB).
No entanto, quem vive o dia a dia da porteira para dentro sabe que o sucesso de uma política pública de financiamento não se mede apenas pelo volume de recursos carimbados em Brasília, mas sim pela facilidade com que esse dinheiro chega a quem realmente trabalha a terra. No caso das mulheres do campo, esse desafio ganha contornos ainda mais profundos.
Historicamente, a burocracia, a falta de garantias reais e, muitas vezes, o desconhecimento dos caminhos técnicos para acessar as linhas do Pronaf ou do Pronamp funcionam como barreiras invisíveis. Para muitas produtoras rurais, o crédito ainda é visto como uma realidade distante ou um labirinto complexo. É exatamente nessa lacuna que a Comissão Semeadoras do Agro da Faesp, atua de forma decisiva.
Não basta que o recurso exista; ele precisa ser acessível, compreensível e revertido em desenvolvimento real. A nossa missão tem sido a de construir pontes de conhecimento.
Entendemos que a verdadeira autonomia financeira da mulher no agro nasce da capacitação. Quando promovemos palestras e encontros sobre gestão, por exemplo, estamos fornecendo as ferramentas necessárias para que ela entenda suas próprias finanças, organize suas certidões e converse de igual para igual com o gerente do banco.
Garantir que as produtoras rurais acessem o crédito do novo Plano Safra é impulsionar a economia de municípios inteiros. Quando uma mulher assume o protagonismo financeiro de sua propriedade, ela investe em tecnologia, na sustentabilidade, na qualidade da produção e no futuro de sua família.
O Plano Safra 2026-2027 está posto. Agora, nós, da Comissão Semeadoras do Agro da Faesp e os Sindicatos Rurais, queremos ajudar que nenhuma produtora paulista fique para trás por falta de informação ou esclarecimento. Transformar o crédito anunciado em segurança jurídica e produtiva na ponta é o caminho para um campo cada vez mais próspero, justo e feminino.
Com carinho,
Juliana Farah, presidente da Comissão Semeadoras do Agro da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp)













