As oliveiras centenárias apreendidas pela Polícia Federal na fronteira sul do país serão liberadas após conclusão da análise técnica conduzida pelos órgãos responsáveis das áreas sanitária e ambiental. O caso, que chamou atenção pela suspeita de entrada irregular das árvores vindas da Argentina, foi reavaliado e não apresentou impedimentos imediatos para a continuidade do transporte.
Participe do canal Fala Marília no WhatsApp
A decisão foi tomada após constatação de que a região onde as espécies estavam retidas não dispõe de estrutura adequada para a guarda e preservação das árvores, além da falta de equipe técnica habilitada para emitir laudo conclusivo sobre possíveis riscos fitossanitários. Assim, o condutor foi autorizado a seguir viagem até o destino originalmente previsto.
A apreensão ocorreu quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou o caminhão transportando as oliveiras. O motorista apresentou nota fiscal de transporte entre Goiás e Minas Gerais, mas o embarque havia sido feito em uma cidade de Santa Catarina, na fronteira com a Argentina, o que levantou suspeitas de entrada irregular no território nacional.
A legislação sanitária brasileira determina que espécies vegetais vivas trazidas do exterior devem possuir atestado fitossanitário, documento que não foi apresentado durante a fiscalização.
Embora liberadas, as árvores continuarão sob apuração administrativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que investigará a origem e regularidade do transporte, seguindo os procedimentos legais e regulamentares.
O caso reforça a importância do controle fitossanitário e da documentação adequada para o transporte de espécies vivas, essenciais à preservação ambiental e à segurança agropecuária nacional.













