Era para ser só mais um dia normal de trabalho no pet shop, entre o cheiro de xampu e o barulho dos secadores. A funcionária se virou por alguns segundos para pegar uma gravatinha, quando olhou de volta, a bancada estava vazia.
O cachorro havia sumido.
O coração saltou de susto. Ela procurou debaixo da mesa de tosa, atrás dos sacos de ração, checou as caixas de transporte e até olhou dentro dos cestos de brinquedos: nada. O pânico já começava a tomar conta quando o olhar dela passou pelo banco da recepção.
Ali, perfeitamente enfileirado junto com os bichinhos de pelúcia da loja. Todos muito branquinhos, redondos e fofos. Ela quase seguiu em frente, até perceber que um dos ursinhos estava respirando.
O cachorrinho estava lá, sentadinho olhando para ela, bem no meio da fileira, imóvel. Ele nem se abalou, com uma cara lavada de quem dizia: “Ué, tô aqui desde o começo, você que não viu”.
O susto virou gargalhada na hora. O bonitinho ganhou nota dez no esconde-esconde, mas a funcionária precisou de uns cinco minutos para o coração voltar ao ritmo normal!













