Viajar acompanhado de cães e gatos já faz parte da rotina de muitas famílias brasileiras.
Com o crescimento do turismo pet-friendly, aumenta também a preocupação dos tutores com os custos e cuidados necessários para levar os animais ao exterior.
Além da documentação obrigatória, especialistas alertam para despesas que costumam pegar viajantes de surpresa, principalmente em casos de emergência veterinária fora do Brasil.
Em países como Estados Unidos e nações da Europa, uma simples consulta pode custar centenas de dólares, tornando qualquer imprevisto um gasto significativo durante a viagem.
O avanço desse comportamento acompanha a força do mercado pet no país. Segundo dados do Instituto Pet Brasil, o Brasil ocupa atualmente a terceira posição entre os maiores mercados pet do mundo.
Já a organização Proteção Animal Mundial aponta que 77% dos tutores brasileiros têm cães e que 94% consideram os animais integrantes da família.
Com a presença cada vez mais comum dos pets em viagens, cresce também a necessidade de planejamento. Para embarques internacionais, os animais precisam estar com a vacinação antirrábica em dia, identificação por microchip e documentação sanitária específica emitida por veterinários credenciados.
Dependendo do destino, os protocolos podem ser ainda mais rígidos. Alguns países exigem exames laboratoriais, tratamentos contra parasitas e até períodos de quarentena.
Outro ponto importante é o prazo: em muitos casos, a vacina contra raiva deve ser aplicada pelo menos 21 dias antes da viagem.
Mesmo com toda a organização, situações inesperadas podem acontecer. Problemas de saúde, acidentes ou reações durante o passeio podem exigir atendimento imediato, elevando os custos da viagem por conta dos valores cobrados em moeda estrangeira.
De olho nesse novo perfil de consumidor, empresas do setor de seguros passaram a ampliar a cobertura voltada aos animais de estimação.
A Ciclic, por exemplo, oferece assistência internacional com reembolso de consultas veterinárias e medicamentos prescritos em casos de acidentes ou doenças súbitas envolvendo cães e gatos.
Nesse modelo, o tutor realiza o atendimento no local, faz o pagamento e depois solicita o reembolso das despesas. A proposta é garantir mais tranquilidade para que a decisão de buscar ajuda não dependa do impacto financeiro do momento.
O crescimento desse segmento acompanha os números do setor pet brasileiro. Dados da Abinpet e do Instituto Pet Brasil mostram que o país possui mais de 164 milhões de animais de estimação e movimentou R$ 75,4 bilhões em 2024.
No turismo, a procura por hospedagens adaptadas para receber animais também disparou.
Segundo o Ministério do Turismo, as buscas por locais pet-friendly cresceram 238% no Brasil, refletindo uma mudança no comportamento das famílias que passaram a incluir os companheiros de quatro patas nos roteiros de viagem.













