Primeira edição do São Paulo Innovation Week tem debate sobre o desafio da mão de obra na agropecuária

Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp/Senar, participou nesta quarta-feira (13), na Mercado Livre Arena, da primeira edição da São Paulo Innovation Week, evento que conecta empresas, investidores, especialistas nacionais e internacionais, com foco em inteligência artificial, agronegócio, futuro do trabalho e impacto social.
Ao lado de Ingo Plöger, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Elvis Fusco, superintendente executivo da Fundação Shunji Nishimura, e de Sofia Esteves, fundadora da Cia de Talentos, discutiu o tema “Quem vai trabalhar no campo? O desafio que o Agro precisa resolver”.
Segundo Meirelles, o fator mais importante no processo de inovação e implementação de tecnologia é a mão de obra especializada, principalmente dos jovens. “Trazer a nova geração para essa revolução é o grande desafio, e o campo está repleto de oportunidades para quem quiser investir em educação e pesquisa”, disse.
Ingo Plöger, presidente da ABAG, afirmou que a agricultura tropical começou a ‘contaminar’ positivamente a economia brasileira.
“A inteligência artificial empregada de maneira integrada e em prol de alta produtividade acaba transformando propriedades rurais em verdadeiras indústrias. São capex altamente digitalizados”, explicou
Para Elvis Fusco, superintendente executivo da Fundação Shunji Nishimura, hoje, a geração nativa digital quer trabalhar com tecnologia onde for.
“Em 20 anos aumentou a skill do profissional que vai trabalhar com o agro. As universidades não acompanharam o avanço da tecnologia no campo. Infelizmente, trata-se de um problema estrutural de educação no Brasil. Por isso temos trabalhado na convergência de iniciativas público-privadas”, afirmou.
“Existe hoje um enorme desafio de qualificação no meio rural brasileiro e ninguém pode negar isso. Em muitas regiões, há dificuldades para contratar operadores de máquinas, técnicos agrícolas, profissionais especializados em agricultura digital e trabalhadores preparados para lidar com sistemas tecnológicos cada vez mais sofisticados”, resumiu o presidente do Sistema Faesp/Senar.
“O chamado ‘gap de qualificação’ se tornou um dos principais gargalos para o crescimento sustentável do setor. Por isso não podemos esperar que o setor público resolva esse problema. Mas temos de cobrar por um Plano Brasil, de longo prazo e de consistência, que dê ao agro segurança jurídica e financeira para continuar investindo em melhorias e pesquisa, para um agro mais resiliente e sustentável.”
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