Cleitin, o Shih Tzu dorminhoco, foi filmado enquanto dormia de um jeito muito engraçado. O animalzinho roncava bem alto e dormia profundamente, mesmo com os olhos abertos.
A cena hilária divertiu os internautas pela maneira estranha que o cachorro dormia tranquilamente, mas com um barulho que tomava conta do ambiente, e os olhos abertos como se ele estivesse acordado.
Mas o que começa como uma cena engraçada pode rapidamente se transformar em motivo de insônia para os tutores. O ronco dos cães incomoda não apenas pelo ruído contínuo durante a noite, mas sobretudo pelo alerta que acende sobre a saúde respiratória do animal. O som característico surge do estreitamento das vias aéreas, que dificulta a passagem do ar. Embora nem todo ronco indique uma doença, a frequência e a intensidade do ruído exigem atenção: o sintoma pode sinalizar desde reações alérgicas e presença de corpos estranhos até quadros mais graves, como neoplasias.
Por que os braquicefálicos roncam mais?
Cães de focinho achatado lideram o “ranking” dos roncos devido à sua própria anatomia. De acordo com a médica-veterinária Juliana Sanz, da Petz, raças como Pug, Buldogue Inglês, Buldogue Francês, Shih-Tzu, Boxer, Boston Terrier, Chow-Chow, Mastiff Inglês e Pequinês estão entre as mais afetadas. Nesses animais, o ruído é provocado por três alterações anatômicas principais:
- Estenose nasal: estreitamento das narinas com cartilagens mais flexíveis;
- Prolongamento do palato mole: excesso de tecido no céu da boca que obstrui a garganta;
- Eversão de sáculos laríngeos: projeção de tecidos na laríngea que reduz o fluxo de ar.
Sempre alerta
Embora comum em raças braquicefálicas, o ronco nunca deve ser encarado como algo sem importância. Quanto mais curto o focinho, maior o esforço respiratório, o que pode comprometer significativamente o bem-estar e a qualidade de vida do pet. O problema também acende um debate ético: protetores e especialistas alertam para os riscos do cruzamento seletivo focado em estéticas extremas. A recomendação para os tutores é evitar o financiamento de criadores que incentivam práticas prejudiciais à saúde dos animais.













