Quando o toque deixa de ser estética e vira missão com Lu Gonçalves

Por: Cris Silva

12/02/2026

WhatsApp Image 2026-02-12 at 09.55.18

Uma conversa sobre resiliência, propósito e o cuidado que vai além do corpo.

Por Cris Silva

Algumas histórias não começam com escolha — começam com necessidade.
E foi exatamente assim que começou a trajetória da Lu Gonçalves.

No episódio #48, eu recebi uma mulher que eu conheço há décadas, acompanhei quedas, reconstruções e vitórias… e que hoje se tornou referência na estética humanizada. Mas antes da clínica, da autoridade técnica e do reconhecimento, havia uma menina de 11 anos decidindo que não aceitaria limites impostos pela falta de dinheiro. E essa decisão mudou tudo.

Participe do canal Fala Marília no WhatsApp

Quando empreender nasce da sobrevivência

Lu contou algo que atravessa a gente de verdade. Ela começou a trabalhar aos 11 anos, vendendo cosméticos de porta em porta, para comprar coisas básicas — inclusive aquilo que ninguém deveria ter que lutar para ter. Mas ali nasceu algo maior que necessidade: nasceu o desejo de autonomia.

Depois vieram o salão, lavar cabelos, varrer chão, organizar agenda…
e foi ali que surgiu o primeiro sinal do que viria a ser sua missão: o toque.

Ela percebeu que, ao cuidar das pessoas, criava conexão, acolhimento, descanso.
E aquilo não era só técnica — era presença.

Resiliência não é discurso — é prática diária

A trajetória dela não foi linear.
Casamento cedo, maternidade jovem, separação, recomeço… voltar para a casa dos pais, não ter dinheiro sequer para o ônibus e seguir caminhando. Essa parte não é romantizada, ela é vida real.

Mas existe algo que define a história da Lu: ela nunca negociou o próprio sonho.

Mesmo com conselhos para desistir e buscar algo “seguro”, ela seguiu repetindo:

“Eu acredito que vou conseguir.” E essa frase, repetida nos dias difíceis, virou construção.

Quando o cuidado vira propósito

A virada aconteceu quando ela percebeu que seu trabalho ia além do resultado estético.

Não era só melhorar aparência. Era transformar autoestima.
Era acolher dor emocional. Era escutar histórias que chegavam silenciosas.

Ela entendeu que o toque podia curar,  não fisicamente no sentido clínico, mas no resgate da dignidade, da identidade e da relação da pessoa com o próprio corpo.

E ali deixou de ser profissão. Virou missão.

Foi nesse caminho que vieram especializações, Reiki, estudos constantes, formação com grandes referências e aprofundamento em pós-operatório e lipedema — áreas onde técnicas e responsabilidade são inegociáveis.

Estética não é vaidade — é dor não dita

Essa foi uma das partes mais importantes da conversa. Lu trouxe uma reflexão essencial: muitas pessoas ainda enxergam cirurgia ou tratamento estético como futilidade — mas ignoram o sofrimento que existe por trás.

  • Mulheres que evitam se olhar no espelho
  • Homens marcados por inseguranças físicas
  • Pessoas carregando vergonha silenciosa

Ela deixou claro: não é sobre aparência — é sobre pertencimento.

E quando você entende isso, muda o olhar.
Muda o respeito.
Muda o cuidado.

Responsabilidade técnica: um alerta necessário

Um ponto que ela fez questão de reforçar, e que precisa ser ouvido:

Nem todo profissional está preparado para atuar em pós-operatório.

É uma área que exige:

  • conhecimento
  • protocolo
  • acompanhamento médico
  • responsabilidade

Porque 50% do resultado cirúrgico depende do cuidado posterior.
E escolhas erradas podem comprometer tudo. Aqui aparece a Lu técnica — firme, ética, responsável — mostrando que cuidado verdadeiro exige preparo.

O encontro com o lipedema

Outro capítulo marcante foi sua especialização no cuidado com mulheres com lipedema.

Ela explicou com sensibilidade: não é apenas estética, é uma condição dolorosa, física e emocionalmente

E trouxe uma história que resume tudo:
uma jovem que evitava roupas curtas, escondia o corpo e vivia limitada socialmente… e que, após tratamento, voltou a se expressar, dançar, vestir o que queria.

Isso não é só resultado físico. É reconstrução de identidade.

A mulher por trás da autoridade

Talvez um dos momentos mais humanos do episódio foi quando Lu falou sobre insegurança.

Sim — uma profissional consolidada, experiente, respeitada — ainda lida com medo.

Mas ela aprendeu algo poderoso:

– Coragem não é ausência de medo
– É avançar apesar dele

E a frase que costuma falar: “Só mais um pouquinho.”

É assim que ela atravessa desafios. E é assim que segue crescendo.

O que eu aprendi com a Lu

Eu aprendi que propósito não nasce pronto, ele é lapidado nas dores.
Que toque pode ser ferramenta técnica, mas também gesto de humanidade.
Que sucesso não é não cair, é nunca parar de levantar.

E principalmente: que cuidar de alguém vai muito além do que as mãos fazem — passa pelo que o coração sustenta.

Lu não construiu apenas uma clínica. Ela construiu um espaço onde pessoas se sentem vistas.

E isso… não se ensina em curso. Isso se vive.

📺 Assista agora ao episódio #49 do Podcast Empodera Aí, Cris! com Lu Gonçalves  no YouTube https://www.youtube.com/watch?v=DKm3k0KtMVc&t=50s

Gravado nos estúdios da Unimar EAD, mediado por mim, Cris Silva em uma escuta ativa e sensível, onde histórias reais se transformam em impactos duradouros.

📲 Nos siga: @empoderaaicris | @unimaread | @boticario_marilia_sp @lugonçalves |@ducrisexclusive |@drricardoortega |drabiacazari

Seguimos juntos, empoderando histórias, construindo conexões e transformando realidades com propósito.

Com todo meu carinho, Cris Silva
CEO da Ducris | Psicóloga clínica | Mentora de Network com propósito | Apresentadora do podcast Empodera Aí, Cris!

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *