Não é só doce. É memória afetiva. Como May Felício transformou dor em experiência e afeto em negócio

Por: Cris Silva

06/01/2026

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Por Cris Silva

Algumas histórias não começam com um plano.
Elas começam com uma dor.

A história da May Felício não nasceu em uma cozinha profissional, nem em um curso de confeitaria renomado. Ela nasceu em silêncio. Em um momento de pausa forçada. Em uma depressão que pediu cuidado — e encontrou no açúcar um caminho de volta para si.

No episódio #40 do Podcast Empodera Aí, Cris!, May abriu o coração e mostrou que, às vezes, a vida nos leva para lugares que jamais imaginamos… exatamente para nos devolver ao que somos de verdade.

Quando a terapia virou vocação

May é formada em Contabilidade. Trabalhou mais de 15 anos entre números, planilhas, prazos e pressão. Empreendeu, foi diretora de vendas, liderou equipes.

Tinha resultados. Tinha status. Tinha estabilidade.

Mas não tinha paz.

Por orientação terapêutica, começou a fazer doces como terapia ocupacional.
Sem pretensão. Sem estratégia. Sem plano de negócio. Apenas aceitou a sugestão.

O doce entrou como uma forma de respirar e pausar.

Mas logo veio a consciência: ocupar as mãos ajudava e o tempo, mas não silenciava a dor. Era preciso transformar aquele ação em algo que fizesse sentido por inteiro.

Foi exatamente aí que a veia empreendedora foi acionada.

Veio então a virada simples, quase despretensiosa e que fez total sentido
“Já que vou fazer doce, vou vender.”
Para ocupar a mente, dar novo significado à dor, adoçar a vida de outras pessoas e ainda ser remunerada financeiramente.

Era 2019. O auge do bolo de pote.

Mas a May nunca foi “todo mundo”. (Já dizia nossa mãe.)

Diferenciar antes de se chamar profissional

Enquanto muitos seguiam a receita do que estava “dando certo”,
May escutava outra coisa: a própria intuição.

Ela não queria fazer mais do mesmo. Queria provocar curiosidade.
Despertar memória. Criar conversa em volta da mesa.

Foi assim que surgiram releituras de sabores que não pediam explicação — apenas presença. Romeu e Julieta. Bolo indiano. Olho de sogra.

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Doces conhecidos, carregados de história antes mesmo da primeira mordida.
Mas que, nas mãos da May, ganhavam alquimia, cuidado e outra memória afetiva

Sabe o que é mais surreal nessa história? Não havia técnica formal.
Nem cursos. Nem fórmulas prontas.

Só havia tentativas, erros, pesquisa de madrugada adentro. Foram muitas panelas no fogo, cadernos rabiscados, referências buscadas fora, ajustes finos no ponto, no tempo e no detalhe.

Porque, para May, cozinha nunca foi apenas seguir receita.
Cozinha é escuta. É química. É sensibilidade.

É perceber quando algo “faz sentido”, mesmo sem saber explicar. E foi exatamente esse jeito intuitivo, curioso e autoral que transformou o doce em algo maior.
Não era sobre vender açúcar. Era sobre criar experiência.

E, sem perceber, ela já fazia isso muito antes de se chamar profissional.

O casamento onde ela disse “sim” ao amor e à própria profissão

Durante a organização do próprio casamento, May foi conhecer o mercado de doces finos em Marília. Bons profissionais, ótimos produtos… mas tudo muito semelhante um com outro.

E então veio a pergunta que muda destinos: “E se eu fizer os meus doces?”

Ela fez. Com identidade. Com memória. Com estética.
E, naquele momento, uma noiva a contratou.

Ali, sem anúncio, sem palco, sem marketing… nasceu a confeiteira de experiências.

Não são doces. São memórias afetivas.

May não cria a partir de cardápio. Ela cria a partir de histórias.

Ela escuta antes de produzir. Pergunta antes de sugerir.
Sente antes de executar.

Quer saber do sorvete preferido da infância. Da sobremesa de domingo.
Da receita da avó que ninguém mais soube repetir. De momentos simples — daqueles que moram no coração.

É nesse lugar que o doce começa a existir.

E quando uma avó ou mãe reconhece, em um pequeno detalhe de sabor, a lembrança de outra época…quando um olhar se emociona antes mesmo da primeira mordida…
May se emociona junto.

Porque o trabalho dela nunca foi sobre açúcar.
É sobre transformar escuta em gesto.
História em sabor. Afeto em algo que se pode tocar, provar e guardar na memória.

Excelência que começa em casa

Um dos momentos mais fortes do episódio foi quando May deixou um conselho que atravessa qualquer área da vida — não só a confeitaria:

“Se eu não colocaria no prato da minha família, eu não coloco no prato do meu cliente.”

Essa frase não é discurso. É critério. É limite. É escolha diária.

Pra ela é importante usar ngredientes reais, nada de essência artificial e nada de atalhos disfarçados de praticidade.

Porque, para May, excelência não começa na vitrine, começa em casa.
No cuidado com quem ela ama e no respeito por quem confia.

Capricho, para ela, não é diferencial de mercado. É princípio!

Empreender sem romantizar

May não romantiza o empreendedorismo.
Ela fala com a honestidade de quem vive o processo todos os dias.

Empreender dá resultado, sim. Mas também cansa. Exige presença.
Pede gestão. E cobra responsabilidade.

Existe mercado para todos — ela acredita nisso.
Mas prospera quem honra o que faz, do começo ao fim.

E May honra em cada detalhe. Seja em uma caixa de degustação pensada para provocar sentidos. Em um doce corporativo que carrega a identidade de uma marca. Em um chocolate com a logo da empresa. Ou em uma experiência criada sob medida, respeitando história, intenção e contexto.

Uma palavra que define tudo

Quando perguntei como ela definiria sua confeitaria em uma palavra, a resposta veio sem hesitar: Experiência.

Porque desde o primeiro contato até a entrega final, tudo é cuidado.
Tudo é presença. Tudo é intenção.

May não vende doces. Ela oferece experiencias afetivas

A mensagem profunda

Se May pudesse falar com o mundo inteiro em 30 segundos, ela diria algo simples — e profundo: Honre o que você estiver fazendo.
Não importa o quê. Quando você honra, tudo prospera.

E talvez seja isso que mais emociona nessa história: não é sobre trocar de profissão.
É sobre levar excelência, amor e verdade para onde quer que se esteja.

A história da May nos lembra que, às vezes, a vida tira a gente do controle…
para nos devolver o sentido.

E que adoçar o mundo pode ser, sim, uma forma de cura.

📺 Assista agora ao episódio #40 do Podcast Empodera Aí, Cris! com Marcelo Paiva no YouTube https://www.youtube.com/watch?v=EZzEL3oTU-E&t=3s

Gravado nos estúdios da Unimar EAD, mediado por mim, Cris Silva em uma escuta ativa e sensível, onde histórias reais se transformam em impactos duradouros.

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Com todo meu carinho, Cris Silva
CEO da Ducris | Psicóloga | Mentora de Network com propósito | Apresentadora do podcast Empodera Aí, Cris!

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