A Secretaria Municipal da Saúde de Marília confirmou nesta quarta-feira (18) mais uma morte por dengue, elevando para 27 o número de óbitos pela doença em 2025. O caso, que estava sob investigação, teve confirmação laboratorial da presença do vírus e reforça a gravidade da epidemia enfrentada pelo município ao longo do ano.
A vítima é um homem de 71 anos, portador de comorbidades como doença cardiovascular crônica, diabetes, Alzheimer e cardiopatia. Ele apresentou sintomas no dia 20 de maio, foi atendido na rede pública no dia seguinte e hospitalizado posteriormente na rede particular, onde faleceu no dia 30 do mesmo mês.
Apesar do novo óbito, os indicadores mais recentes mostram uma tendência de melhora. Marília reduziu em 73,20% as notificações de dengue na comparação entre as semanas epidemiológicas 23 e 24, segundo dados do sistema InfoDengue, ligado ao Ministério da Saúde. Com isso, o município saiu do Alerta Vermelho – que indicava alta transmissão – e entrou no Alerta Verde, quando não há circulação ativa do vírus nem condições ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Entre os dias 1º e 7 de junho (semana 23), foram notificados 153 casos da doença. Já entre 8 e 14 de junho (semana 24), esse número caiu para apenas 41.
O prefeito Vinicius Camarinha destacou a importância da queda nos números. “Temos que comemorar, pois mostra que as ações promovidas pela Prefeitura estão sendo eficazes. Vamos continuar intensificando essas ações e contamos com o apoio da população para eliminar possíveis criadouros dentro de casa”, afirmou.
A secretária municipal da Saúde, Paloma Libanio, destacou que a redução atual não significa que o trabalho deve parar. Segundo ela, já está em curso a fase de preparação para a próxima sazonalidade da dengue, que se inicia no fim da primavera. “Vamos reavaliar o plano de contingência, fazer as adequações necessárias e evitar que se repita o cenário crítico registrado no primeiro semestre deste ano”, disse.
Entre as ações implantadas ao longo de 2025, estão a Operação Cata-Treco, com mais de 300 toneladas de materiais inservíveis recolhidos, as nebulizações costal e noturna (fumacê), o uso de 6.000 EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida), além do programa BR Aedes e o reforço das visitas dos agentes de saúde, com jornadas estendidas durante a semana e mutirões aos sábados.
Sobre o InfoDengue
O InfoDengue é um sistema nacional de monitoramento baseado em dados epidemiológicos, climáticos e informações da web, que emite alertas semanais sobre o risco de transmissão de arboviroses como dengue, zika e chikungunya. Criado em 2015, o sistema é resultado de uma colaboração entre instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fundação Getúlio Vargas (FGV), UFMG, UFPR e outras universidades, com apoio do Ministério da Saúde.













