Kim Jong-un promete fazer ‘tudo para ajudar’ a Rússia após reunião com Putin

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, prometeu ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, que irá fazer “todo o possível para ajudar” Moscou. As informações foram divulgadas pela agência de notícias estatal russa Sputnik nesta quarta-feira, 3.

“Se houver algo que possamos fazer para ajudar a Rússia, certamente o faremos. Consideramos um dever fraternal”, afirmou Kim após uma reunião privada com o colega, que durou mais de duas horas. Os dois estão na China para visitas de Estado e participação no desfile militar do 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, que o líder Xi Jinping usou para mandar um recado desafiador ao Ocidente.

Em resposta, Putin agradeceu a participação de soldados norte-coreanos na guerra da Ucrânia, e convidou Kim para visitar seu país no futuro. Acredita-se que mais de 11 mil militares do país na Ásia tenham sido enviados para defender a região russa de Kursk, que foi temporariamente invadida por forças ucranianas no final do ano passado. Em troca, Pyongyang recebeu equipamentos e mísseis antiaéreos para complementar suas defesas, bem como apoio econômico e tecnologia de satélites espiões.

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Ainda nesta quarta, os dois líderes apareceram ao lado de Xi durante a abertura da cerimônia militar. O trio foi fotografado caminhando lado a lado em um tapete vermelho que levava até a Praça da Paz Celestial, onde o desfile ocorreu, reunindo dezenas de aviões militares, tanques, armas e soldados diante de uma multidão de milhares de pessoas balançando bandeirinhas chinesas.

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Rússia e Coreia do Norte estreitaram seus laços desde o início da guerra da Ucrânia, em 2022. Soldados norte-coreanas ainda estão em atividade no conflito, e Pyongyang enviou uma quantidade relevante de equipamento militar para Moscou. Em 2024, os países assinaram um acordo de proteção mútua, que obriga uma das partes a fornecer assistência militar à outra em caso de ataques.

Bombardeios à Ucrânia

Enquanto Putin realizava atividades diplomáticas no sudeste asiático, Moscou desencadeou um amplo ataque noturno contra território ucraniano, disparando 500 drones e duas dúzias de mísseis em direção ao centro e ao oeste do país. Pelo menos quatro ferroviários foram feridos pela ofensiva, que visava a infraestrutura civil.

“Isso, sem dúvida, exige uma resposta do mundo”, declarou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nesta quarta. “É somente devido à falta de pressão suficiente, principalmente contra a economia de guerra russa, que essa agressão acontece”, afirmou o mandatário, instando sanções mais duras ao país.

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