Ibovespa abre em alta aos 147 mil pontos e dólar cai para R$5,31

A bolsa de valores abriu o pregão desta terça-feira (30) em alta de 0,85% às 10h23, alcançando 147 mil pontos. O dia também começou positivo para as siderúrgicas, todas operando no azul. A Companhia Siderúrgica Nacional registrava avanço de 0,62%, enquanto a Gerdau subia 0,48%. A Metalúrgica Gerdau apresentava valorização semelhante, de 0,62%, e a Usiminas tinha alta de 0,46%.

O setor de comércio varejista também iniciou a sessão em terreno positivo, com um crescimento médio de 0,84%. Entre os destaques estavam a Renner, que avançava 0,51%, a C&A, que subia 0,54%, e a Guararapes, dona da Riachuelo, que registrava a maior alta do grupo, de 0,96%. Os grandes bancos acompanharam o movimento otimista. O Banco do Brasil registrava valorização de 0,41%. Já o Bradesco tinha forte alta de 1,72%, enquanto o Itaú avançava 1,31% e o Santander subia 1,02%.

Cenário internacional

No cenário internacional, a possibilidade de paralisação do governo dos Estados Unidos deve adiar a divulgação do relatório de emprego que estava prevista para sexta-feira (03). Com isso, o mercado volta suas atenções para o relatório Jolts de vagas em aberto referente a agosto, que será apresentado ainda nesta terça-feira (30). A indefinição pode complicar as perspectivas para o Federal Reserve, que recentemente reduziu os juros.

Caso não haja acordo político, a paralisação terá início já nesta quarta-feira (01), mesmo dia em que entram em vigor as novas tarifas norte-americanas sobre caminhões pesados, medicamentos patenteados e outros produtos. Segundo Paula Zogbi, estrategista-chefe a Nomad, a paralisação das atividades do governo americano (shutdown) é comum, com 20 registros nos últimos 40 anos. Porém desta vez existe o agravante da relevância dos dados de mercado de trabalho que estão para ser divulgados ao longo da semana. “Com o shutdown, os dados podem ser adiados, deixando o Federal Reserve temporariamente no escuro a respeito da variável que justificou o primeiro corte de juros de 2025: a desaceleração do mercado de trabalho. A ausência desta leitura tende a estressar um mercado cujos movimentos recentes estão fortemente apoiados na expectativa pela continuidade do afrouxamento da política monetária,” explica Paula.

Enquanto isso, os investidores no Brasil repercutem dados do resultado primário do setor público, além dos números de desemprego e da dívida nacional referentes a agosto. Em Wall Street, o movimento é de cautela, às 10h40 o índice Dow Jones Futuro recuava 0,10%, o S&P Futuro caía 0,12% e o Nasdaq Futuro apresentava queda de 0,14%.

Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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