Por Cris Silva
Tem episódios que não são só conversa — são reencontros com aquilo que realmente importa. No episódio 62 do podcast Empodera Aí, Cris, Cris Silva recebe uma convidada que ela chama, sem medo, de “ídola”. E a entrevista faz jus.
A convidada é Mayra — jornalista formada pela Unimar, com mais de 20 anos de trajetória na comunicação, que atravessou televisão, rádio, internet, eventos e projetos autorais sem perder a essência: gente, conexão e verdade.
Este artigo é um recorte do bate-papo: os pontos que mais provocam reflexão, as viradas de chave e as mensagens que ficam ecoando depois que o episódio termina.
Uma carreira construída com presença e autenticidade
Mayra começou muito jovem na TV Marília (Canal 4), onde permaneceu quase 10 anos e define como sua “grande escola”. Foi ali que ela descobriu o sabor de estar diante das câmeras e, ao mesmo tempo, aprendeu os bastidores — os desafios, as críticas, o amadurecimento e o fortalecimento da própria identidade.
Na conversa, Mayra destaca algo que parece simples, mas é raro: a escolha de ser a mesma pessoa em todos os lugares — nas telas, nos bastidores, nas redes, na vida real. Ela reconhece que postura muda conforme o ambiente, mas a essência não.
E Cris reforça isso com uma frase que define bem o que o público sente: “Você transcende a televisão. Você é a mesma pessoa dentro e fora dela.”
Quando o “sucesso” não combina com o coração
Mesmo vivendo um auge na TV, Mayra decidiu aceitar um convite para ser repórter no interior. Era a oportunidade que “brilha os olhos”: TV aberta, nova cidade, nova fase.
Mas veio a realidade: plantões, boletins de ocorrência, notícias pesadas e um tipo de jornalismo que drenava energia. Ela entendeu rápido, com coragem e honestidade que aquele não era o lugar dela.
Mayra não romantiza: foi difícil, ela sofreu, mas foi essencial para reconhecer seu caminho. E o caminho sempre esteve muito mais perto do entretenimento com humanidade: contar histórias, cobrir eventos, criar momentos bons, ser ponte entre pessoas, transformar vivências em memórias.
“MaYra Convida”: a marca que virou identidade
Depois de experiências como repórter e do retorno ao Canal 4, veio a virada: Mayra cria o próprio programa Mayra Convida e transforma o nome em marca.
O verbo “convidar” ganha sentido profundo: é sobre encontro, vida, convivência, abertura, troca. E é exatamente isso que ela faz: cria espaços onde as pessoas se sentem vistas.
Ousadia com propósito: cruzeiros, promoções e experiências inesquecíveis
Mayra sempre teve uma energia de “pensar fora da caixa”. Ela conta dos grupos de cruzeiro que reuniu com agência parceira — ainda quando isso era novidade. E como esses projetos viraram conteúdo, temporada, conexão e história.
Depois vieram promoções gigantes, daquelas que parecem “coisa de veículo grande”, mas aconteceram porque ela tentou.
• Promoção do U2 em Nova York (com show no Madison Square Garden)
• Coldplay no Maracanã com hospedagem no Copacabana Palace
Mais do que números, o que se destaca é a intenção: usar alcance para proporcionar experiências boas e provar, na prática, que sonhos crescem quando a gente decide fazer.
A maternidade que não apagou a mulher: fortaleceu
O nascimento do Davi chega como surpresa e como virada. Mayra conta que, no início, bateu o medo clássico: “acabou tudo”.
Mas aconteceu o contrário. Davi virou companheiro, força, sentido e reorganização da vida. A maternidade trouxe outra lente: mais presença, mais profundidade, mais verdade.
Um dos momentos mais marcantes da conversa é quando Cris cita um episódio que viu no Instagram: Mayra e o filho montando juntos um jantar de Dia dos Namorados para o casal. Simples, simbólico, lindo.
Ali tem uma mensagem silenciosa: amor se constrói em gesto, não em discurso.
Rádio: a voz como ferramenta de cura e energia
Hoje Mayra está na Marília FM 99,1, aos sábados. Um formato mais intimista, com música nostálgica (80/90/2000) e conversas rápidas, do jeito que o rádio pede: dinâmico, vivo, sensível.
Ela fala algo importante: a voz carrega energia. Quem ouve percebe quando você está bem — ou não.
E a rádio, para ela, é isso: presença, vibração e conexão em tempo real.
Espiritualidade, consciência e a pergunta que guia tudo
Um dos trechos mais profundos do episódio é quando Mayra fala sobre espiritualidade sem transformar isso em religião, mas em conexão com Deus, com o bem, com propósito.
As rodas de conversa: acolhimento real, sem palco
A partir dessa caminhada espiritual e emocional, Mayra cria as rodas de conversa: encontros pequenos, íntimos, com escuta e consciência.
Não é “evento”. Não é “show”. Não é para aparecer. É para acolher, desabafar, estudar junto, fortalecer, ampliar percepção e diminuir sofrimento.
Quando ela fica triste, ela some — e se reconecta
Mayra também desmonta o mito da “energia positiva eterna”. Ela diz com clareza: fica triste, sim. E quando fica, prefere se recolher.
Ela some das redes, evita exposição e volta para o essencial: orações, silêncio, casa, filho, terapias, passe, apoio de pessoas que somam.
O ponto aqui não é “ser forte o tempo todo”.
É saber como se cuidar para não se perder.
Se esse episódio encontrou você em um dia difícil, talvez ele seja exatamente o lembrete que você precisava.
📺 Assista agora ao episódio #62 do Podcast Empodera Aí, Cris! com Mayra Mésseder no YouTube https://www.youtube.com/watch?v=X1GV7EVkZuk&t=2s
Gravado nos estúdios da Unimar EAD, mediado por mim, Cris Silva em uma escuta ativa e sensível, onde histórias reais se transformam em impactos duradouros.
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Com todo meu carinho, Cris Silva
CEO da Ducris | Psicóloga clínica | Mentora de Network com propósito | Apresentadora do podcast Empodera Aí, Cris!













