História Surreal com Dra. Doralice Fernanda da Silva Raquel: A dor não é frescura — ela é um pedido de socorro que precisa ser ouvido

Por: Cris Silva

02/06/2026

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Por Cris Silva

Existem dores que aparecem em exames. Mas existem dores que ninguém vê.

Dores que se escondem atrás de um sorriso. Dores que as pessoas chamam de exagero. Dores que escutam frases como:

“Isso é coisa da sua cabeça.”

“Daqui a pouco passa.”

“Você reclama demais.”

E talvez tenha sido justamente por isso que o episódio #59 do Empoderaí Cris me marcou tanto. Recebi a Dra. Doralice Raquel foi muito mais do que conversar com uma fisioterapeuta. Foi conversar com alguém que dedica a vida a ouvir aquilo que muita gente ignora: a dor do outro. Fisioterapeuta, mestre e doutora em Desenvolvimento Humano e Tecnologia, com atuação em UTI, reabilitação neurológica e docência, Doralice trouxe uma reflexão que deveria chegar a muito mais pessoas:

Dor não é frescura.

Dor é um sinal. Um alerta. Um pedido de atenção do corpo. E, muitas vezes, também da alma.

Nem toda dor está no corpo

Uma das partes mais impactantes da nossa conversa foi quando falamos sobre a relação entre corpo, mente e emoções.

A Dra. Doralice explicou algo que muitas pessoas ainda têm dificuldade de compreender: Não existe separação absoluta entre o físico e o emocional.

Aquilo que sentimos emocionalmente pode influenciar diretamente a forma como sentimos dor. Ansiedade. Estresse. Medo. Sobrecarga emocional.

Tudo isso pode intensificar sintomas físicos e dificultar processos de recuperação.

Foi nesse momento que eu percebi algo muito importante: Às vezes a pessoa não precisa apenas combater a dor. Ela precisa compreender a dor.

Porque quando entendemos o que está acontecendo conosco, o tratamento ganha um novo significado.

O acolhimento também faz parte do tratamento

Durante o bate-papo, a Dra. Doralice trouxe um conceito que me chamou muito a atenção: A educação para a dor.

Segundo ela, muitas vezes o paciente precisa entender o que está acontecendo para conseguir enfrentar melhor o processo de recuperação.

E isso só acontece quando existe algo fundamental: Escuta. Presença. Acolhimento. Vivemos em um mundo acelerado. Todo mundo quer resolver rápido. Mas poucas pessoas estão realmente dispostas a ouvir. E talvez por isso tantas pessoas estejam carregando dores há tanto tempo.

Porque nem sempre alguém perguntou: “Como você está se sentindo?”

Entre a vida e a morte: os bastidores de quem trabalha na UTI

Ao longo da conversa, Dra. Doralice compartilhou um pouco da realidade de quem atua dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva. Um ambiente onde a esperança e a finitude caminham lado a lado. Onde um profissional pode celebrar a recuperação de um paciente pela manhã e enfrentar uma perda poucas horas depois.

Confesso que essa parte mexeu comigo. Porque muitas vezes olhamos para médicos, enfermeiros e fisioterapeutas como profissionais fortes. Mas esquecemos que eles também são humanos. Também sentem. Também sofrem. E Também levam histórias para casa.

Ela contou que existem pacientes que permanecem em sua memória até hoje. Pessoas que lutaram. Famílias que sofreram. Histórias que deixaram marcas. E isso me fez refletir sobre algo importante: Quem cuida também precisa ser cuidado.

A saúde emocional dos profissionais da saúde

Outro momento extremamente relevante do episódio foi quando falamos sobre o esgotamento emocional dos profissionais da saúde.

A Dra. Doralice foi muito sincera ao dizer que muitos colegas precisaram de acompanhamento psicológico para enfrentar a rotina intensa dos hospitais.

E isso é um alerta para todos nós. Porque existe uma crença equivocada de que quem cuida do outro é forte o tempo todo. E não é. Profissionais também da saúde adoecem. Empresários adoecem. Pais adoecem. Mães adoecem. Líderes adoecem. E pedir ajuda não é sinal de fraqueza. É sinal de responsabilidade.

O que mais me emocionou nessa conversa

Talvez o momento mais bonito do episódio tenha sido quando perguntei qual legado ela gostaria de deixar.

E a resposta foi simples. Mas profunda.

Ela disse que gostaria de ser lembrada como alguém que fez diferença na vida das pessoas. Como uma profissional que ajudou pacientes. Como uma professora que inspirou alunos. Como alguém que deixou o mundo um pouco melhor do que encontrou. E enquanto ela falava, seus olhos brilhavam.

Porque existe uma diferença enorme entre trabalhar por obrigação e viver um propósito. Doralice claramente encontrou o dela.

A mensagem que ela deixaria para 8 bilhões de pessoas

No final do episódio, fiz a pergunta que sempre faço aos meus convidados:

“Se você pudesse enviar uma mensagem para 8 bilhões de pessoas, o que diria?”

E a resposta foi tão simples quanto necessária: “Acreditem em vocês. Estudem. Persistam. Não desistam daquilo que vocês acreditam.”

Em um mundo que incentiva a desistência rápida. Relacionamentos descartáveis.

Resultados imediatos. E pessoas cada vez mais ansiosas. Talvez persistir tenha se tornado um ato de coragem. Ual!

Um convite para você

Se existe algo que aprendi nesse episódio é que não devemos normalizar a dor.

Nem a dor física. Nem a dor emocional, porque seu corpo fala, sua mente fala, suas emoções falam. E ignorar esses sinais não faz com que eles desapareçam.

Por isso, se você está convivendo com uma dor constante, procure ajuda.

Escute seu corpo. Respeite seus limites. E lembre-se:

 Dor não é frescura.

 Dor é informação.

 Dor é alerta.

 Dor é um pedido de atenção.

 E merece ser tratada com respeito.

Quer assistir a essa conversa completa?

O episódio #59 do EmpoderaíCris com a Dra. Doralice Raquel está disponível no YouTube https://www.youtube.com/watch?v=fpdKo-1wLBo e traz reflexões valiosas sobre saúde, dor, acolhimento, propósito e humanidade.

Tenho certeza de que, assim como eu, você terminará esse episódio olhando para a dor — e para as pessoas — de uma forma completamente diferente.

Gravado nos estúdios da Unimar EAD, mediado por mim, Cris Silva em uma escuta ativa e sensível, onde histórias reais se transformam em impactos duradouros.

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Com todo meu carinho, Cris Silva

CEO da Ducris | Psicóloga clínica | Mentora de Network com propósito | Apresentadora do podcast Empodera Aí, Cris!

 

 

 

 

 

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