Durante evento do Sistema Faesp/Senar em Ribeirão Preto, Lívia Coelho presenteou Ana Hickmann com uma bolsa exclusiva de crochê; a repercussão nas redes virou case de sucesso, com pedidos internacionais e agenda fechada
Quando soube, na véspera do Encontro Estadual de Mulheres do Agro, que a apresentadora Ana Hickmann estaria entre as palestrantes em Ribeirão Preto, o coração de Lívia Coelho falou mais alto. Entre a admiração pessoal e a intuição empreendedora, ela viu ali a chance de colocar seu trabalho nas mãos de uma das figuras mais conhecidas do país.
Foram horas ininterruptas de dedicação contra o relógio: o crochê ganhou forma na madrugada e a bolsa exclusiva da sua marca, a Ponto a Ponto, ficou pronta poucas horas antes de os portões se abrirem.
A oportunidade de estar ali nasceu do apoio do Sindicato Rural de Sales Oliveira, que selecionou quatro artesãos locais para expor sua produção no evento promovido pelo Sistema Faesp/Senar. Mas foi a sensibilidade e a determinação de Lívia que criaram a ponte até o palco.
“Eu vi no telão a Ana Hickmann e senti dentro de mim a oportunidade de presenteá-la. Fui com o coração na mão, desacreditando que aquele sonho pudesse realmente se tornar realidade, mas com uma vontade imensa de mostrar o meu trabalho”, recorda.
Com o suporte da equipe do evento e do Sindicato Rural, a entrega aconteceu. A autenticidade do encontro gerou conexão imediata: os registros em vídeo do momento e o engajamento da própria apresentadora, que passou a seguir a marca, funcionaram como um catalisador nas redes sociais. Em menos de 24 horas, o perfil de Lívia já somava mais de 50 mil novos seguidores. Hoje, a comunidade digital ultrapassa 340 mil pessoas.
O que começou com intuição e rapidez transformou-se em um case consistente de negócios. O ritmo de produção saltou de 15 a 20 bolsas por mês para uma média de 50 a 60 peças. A procura explodiu a ponto de a agenda de encomendas para 2026 ser totalmente encerrada, gerando uma fila de espera com mais de 2.000 clientes e expandindo as vendas para mercados exigentes no exterior, como Estados Unidos, Nova Zelândia, Espanha e Portugal.
A consolidação desse salto produtivo também tem raízes na capacitação técnica. Para dar conta da nova escala sem perder o controle operacional, Lívia colocou em prática o aprendizado obtido no curso de informática oferecido pelo Senar-SP no Sindicato Rural de Sales Oliveira, fundamental para gerenciar pedidos, prazos e a lista de espera.
“Foi uma oportunidade que virou uma chave na minha vida e me permitiu realizar o sonho de viver exclusivamente da minha arte. Ver tudo isso acontecer é indescritível, e esse sonho só se tornou realidade graças à porta aberta pelo Sindicato, pela Faesp e pelo Senar”, celebra a artesã.
Para a presidente do Sindicato Rural de Sales Oliveira, Beatriz Schmidt, o resultado simboliza o verdadeiro propósito de abrir espaços para o talento local:
“Nosso compromisso é dar visibilidade e capacitação para quem produz, agregando valor à peça e conectando essas mulheres a novos mercados. O caso da Lívia prova a força que o incentivo certo tem na vida de uma família empreendedora”.
Ao unir o palco institucional do Sistema Faesp/Senar à ousadia de quem sabe reconhecer o momento certo, o Encontro Estadual de Mulheres do Agro deixou de ser apenas uma vitrine e virou o marco de virada na história da artesã de Sales Oliveira.













