Emprego formal: agropecuária brasileira fecha abril com saldo negativo, mas São Paulo tem resultado positivo

Apesar de mais desligamentos do que admissões no país, a agropecuária paulista manteve saldo positivo, impulsionada pelas contratações na cana-de-açúcar, milho e café

O relatório de acompanhamento mensal dos empregos formais, elaborado pelo Departamento Econômico da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) com base nos dados do Novo Caged referentes a abril de 2026, mostra que, entre os grandes grupamentos econômicos, a agropecuária foi o único setor a registrar retração interanual no emprego formal no Brasil.

Foram contabilizadas 97.242 admissões e 105.620 desligamentos na agropecuária ao longo do mês, encerrando o período com um saldo líquido negativo de 8.378 postos de trabalho. As principais contribuições para o resultado desfavorável estiveram associadas às atividades agrícolas impactadas pelo encerramento dos ciclos sazonais de produção. O cultivo de soja apresentou a maior redução líquida de vagas (-5.219), seguido pelos cultivos de maçã (-2.986) e laranja (-1.799). A criação de bovinos para corte também registrou retração no nível de ocupação formal, com saldo negativo de 1.120 vínculos.

Por outro lado, algumas atividades ampliaram a demanda por mão de obra formal. O cultivo de café liderou a geração de postos de trabalho, com saldo positivo de 3.163 vagas. O desempenho foi favorecido pela perspectiva de uma safra superior à da temporada anterior. Também se destacaram a cana-de-açúcar, com saldo de 1.407 vínculos, e a produção de ovos, com geração de 350 vagas.

No estado de São Paulo, o cenário foi diferente. A agropecuária encerrou abril com saldo positivo de 1.011 postos de trabalho. Foram registradas 20.174 admissões e 19.163 desligamentos no período.

Entre as atividades agropecuárias, o principal destaque foi o cultivo de cana-de-açúcar, com geração líquida de 1.593 vagas, impulsionado pela expectativa de expansão da produção na safra 2026/2027. O milho e o café também contribuíram para o resultado positivo, com saldos de 529 e 340 postos de trabalho, respectivamente.

Em contrapartida, as maiores perdas de ocupação formal no estado estiveram concentradas no cultivo de laranja, com saldo negativo de 1.349, além dos serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita (-426) e do cultivo de tomate rasteiro (-141).

Clique na imagem abaixo para conhecer todos os dados do relatório. A Faesp mantém um Painel de Dados com informações atualizadas pelo Departamento Econômico sobre o setor agropecuário nacional e paulista.

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