Os corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas foram exumados nesta segunda-feira (23) para a criação de um memorial no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A iniciativa foi anunciada por meio das redes sociais da banda e da administração do cemitério.

Em 2026, a morte do grupo completa 30 anos. Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli morreram em 2 de março de 1996, após um show em Brasília. Na volta para casa, o jatinho que transportava os músicos colidiu com a Serra da Cantareira, na Zona Norte da capital paulista.

Segundo a organização do projeto, parte das cinzas será utilizada como adubo no chamado Jardim BioParque Memorial, área que receberá o plantio de cinco árvores — cada uma representando um integrante da banda. A proposta tem caráter simbólico e busca associar memória, renovação e continuidade da vida.

Por trás da homenagem

De acordo com Jorge Santana, CEO do grupo, o processo reúne as cinzas resultantes da cremação a sementes de espécies nativas, que passam a ser monitoradas por uma equipe especializada. “Cria-se um ciclo simbólico em que a vida continua a partir da lembrança”, afirma.

Apesar da exumação, os túmulos dos Mamonas Assassinas serão preservados e continuarão disponíveis para visitação de fãs e familiares. Além da homenagem ao grupo, o projeto também será aberto à população de Guarulhos, permitindo que moradores plantem árvores em memória de entes queridos em um espaço voltado ao acolhimento do luto e à celebração da vida.