Tema não previsto na pauta dominou reunião do conselho após manifestações de representantes ligados ao turismo, comércio e aviação
A situação do Aeroporto Frank Miloye Milenkovich dominou a última reunião do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) de Marília, realizada na sede do Sindicato dos Hotéis e Restaurantes. Embora o assunto não estivesse previsto na pauta, o tema surgiu após manifestação de Plautio Moron Zanni, representante do Aeroclube de Marília no conselho. Segundo o presidente do Comtur, Amilton Gomes da Silva, os relatos apresentados levaram outros participantes a comentarem as condições atuais do terminal e seus reflexos para o turismo local. “No momento que o pessoal tem de se apresentar, o assunto veio à tona e praticamente todos comentaram, afinal, a situação é delicada e muito influencia o turismo de um modo geral em nossa cidade”, afirmou.
Márcio Cavalca Medeiros, representante da Associação Comercial e de Inovação de Marília (Acim) no conselho, apontou dificuldades relacionadas à oferta de voos e aos horários disponíveis na única operação aérea regular da cidade. Segundo ele, a limitação das opções reduz a utilização do transporte aéreo pelos moradores e visitantes. Medeiros também citou a concentração dos voos em Campinas e a ausência de conexões diretas para outros destinos. “É uma questão de cultura e tempo o aumento do uso do transporte por aviões”, declarou.
Durante a reunião, o secretário do Comtur, Ivan Evangelista Júnior, manifestou preocupação após relatos de que agências de turismo priorizam embarques a partir de Campinas em vez de Marília. O representante também mencionou a necessidade de avanços nas discussões envolvendo a concessionária responsável, o Governo do Estado, a Prefeitura de Marília e o Governo Federal. “Já passou da hora de algo ser feito, no sentido de melhorar as condições do aeroporto mariliense”, afirmou Medeiros.
Ao comentar o assunto, o presidente da Acim, Carlos Francisco Bitencourt Jorge, disse que esforços anteriores buscaram alternativas para a situação do aeroporto, mas apontou dificuldades envolvendo companhias aéreas, órgãos públicos e a concessionária. Segundo ele, o tema deve retornar às discussões da entidade e do conselho para avaliação de possíveis encaminhamentos.
“Precisamos colocar na pauta este assunto novamente e verificar o que acontece, afinal, o aeroporto é de fundamental importância para o desenvolvimento de nossa cidade”, declarou.













