Comércio movimenta a economia e lideranças da Acim destacam o papel dos empreendedores no Dia do Comerciante

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Data celebrada em 16 de julho lembra a contribuição da atividade comercial para o desenvolvimento econômico e reúne reflexões de dirigentes e empresários de Marília.

O presidente da Associação Comercial e de Inovação de Marília (Acim), Carlos Francisco Bitencourt Jorge, fez questão de destacar a data de 16 de julho, quando é celebrado nacionalmente o Dia do Comerciante, como forma de destacar a importância do empreendedorismo na comunidade em geral. De acordo com o dirigente, o comércio é quem dinamiza uma cidade. “E neste sentido, o comerciante é de fundamental importância, sabendo da importância dos comerciários e consumidores neste processo”, disse o dirigente ao parabenizar os empresários em geral pela data festiva. “Não podemos esquecer desta data, e aproveitar para uma reflexão sobre a importância da iniciativa comercial para uma cidade”, falou.

O superintendente da Acim, José Augusto Gomes, lembra que a data 16 de julho, como o Dia do Comerciante, foi instituída em 1953 em homenagem ao nascimento de José Maria da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu, considerado o patrono do comércio brasileiro por sua fundamental atuação na abertura dos portos às nações amigas. “E assim ficou a celebração da data nacionalmente”, ressaltou o dirigente que também procurou enaltecer e parabenizar os comerciantes em geral pela passagem do dia. “Ser comerciante neste País não é tarefa fácil e não é para qualquer um”, defendeu o dirigente que completará em breve 50 anos de dedicação à associação comercial. “São muitos os desafios que o comerciante enfrenta para manter o próprio negócio”, disse.

Para o comerciante Subhi Ahmad Khalil Abu Khalil, um dos mais antigos na diretoria da associação comercial, ser comerciante é um dom, e por isso que muitos tentam, mas poucos conseguem se manter. “Para ser comerciante não pode haver desânimo, tem que ter esperança sempre e acreditar que um dia será melhor que o outro”, ensinou com mais de oito décadas como comerciante puro, já que vem do segmento de roupas, e passar por várias etapas no comércio em geral. “A venda direta, pessoalmente, ainda é a melhor de todas”, falou ao manter até os dias de hoje a venda através da visita, da conversa e da confiança. “O comércio é para quem respeita os funcionários e os clientes em todos os sentidos”, defendeu ao lembrar dos tempos em que teve centenas de clientes e dezenas de funcionários.

Na opinião de João Gonçalves, outro diretor da associação comercial, com longa vida no comércio até os dias de hoje, ser comerciante já foi mais fácil, quando a relação de compra e venda era mais simples e direta. “Hoje com a tecnologia e principalmente com a variedade de produtos, tornou-se mais difícil”, falou ao lembrar da importância de se ter assessoria de uma associação comercial, por exemplo. “Naquele tempo era com a cara e a coragem”, disse sorrindo. “Hoje sem apoio, assessoria ou orientação específica fica quase difícil começar no comércio”, falou com experiência também de quase oito décadas. “Naquele tempo o comércio era de família. De pai para filho”, lembrou. “Hoje é por necessidade e muitas vezes por obrigação”, falou.

Manuel Batista de Oliveira, tesoureiro da diretoria executiva da associação comercial, ainda lembra do início do fortalecimento comercial na cidade de Marília. Pioneiro no varejo na zona sul da cidade, até os dias de hoje a família detém um comércio diversificado no Bairro do Nova Marília, onde é considerado um dos primeiros comerciantes. “Naquele tempo o comerciante conhecia as famílias que compravam na loja”, relembrou. “Tínhamos mais confiança em vender. Hoje é preciso se proteger de inúmeras formas”, disse ao valorizar a importância de se ter uma associação comercial para compartilhar a melhor maneira de conduzir a loja. “Não dá para comparar com antigamente, com os dias de hoje”, defendeu ao considerar importante a valorização da data. “É preciso celebrar, afinal, uma cidade não se faz sem o comércio forte”, ressaltou.

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