Uma cadela de aproximadamente 46 quilos precisou ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros Voluntários após perder as forças durante uma trilha na Pensilvânia, nos Estados Unidos.
Sem conseguir caminhar, Sable obrigou o tutor, Kevin Matthews, a percorrer sozinho parte do caminho em busca de ajuda.
Mistura de mastim tibetano com pastor-alemão, Sable é companheira frequente das aventuras do tutor. Em entrevista ao The Washington Post, Kevin contou que os dois costumam percorrer longas distâncias juntos e já completaram trilhas de até 32 quilômetros.
“Ela fica doida se eu não a levo para uma trilha nas tardes de domingo”, afirmou.
Na metade do trajeto, a cadela começou a ofegar. Kevin fez uma parada para que ela bebesse água e, por alguns minutos, acreditou que o problema havia passado. Pouco depois, porém, Sable voltou a demonstrar dificuldades para andar, sentando-se a cada poucos passos até não conseguir mais seguir.
Sem sinal de celular e já no fim da tarde, o tutor tomou uma decisão difícil. “Eu não sabia o que fazer. Estávamos presos lá em cima”, relatou.
Para conseguir ajuda, ele deixou a cadela em um local seguro, marcou o ponto com pedras e correu cerca de três quilômetros até alcançar a estrada mais próxima.
O primeiro veículo que conseguiu parar era conduzido por um integrante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Waterville, que acionou outros socorristas e um guarda florestal.
Quando a equipe chegou ao local, Sable permanecia exatamente onde havia sido deixada. A cadela foi colocada em uma maca utilizada em resgates e carregada montanha abaixo por cerca de quatro horas.
Nos trechos mais largos da trilha, quatro pessoas transportavam a maca; nas partes estreitas, apenas duas conseguiam seguir. Kevin também ajudou durante o percurso.
Ao fim da operação, o tutor não conteve a emoção ao reencontrar Sable em segurança. Segundo Tiffany Young, bombeira voluntária que participou do resgate, Kevin chegou a oferecer dinheiro para pagar o jantar da equipe em agradecimento, mas a oferta foi recusada.
“Ele ficou muito aliviado por termos conseguido tirá-la de lá com vida. No fim, todos nos abraçamos”, contou.
De volta para casa, Kevin acredita que a companheira tenha torcido a pata dianteira direita durante a caminhada. A cadela se recupera bem e, segundo ele, a dupla passará a escolher trilhas mais curtas e menos exigentes.













