Border Collie apronta e tranca os donos para fora de casa

O que parecia ser mais um dia comum em uma residência de São Paulo acabou se tornando uma aventura cheia de imprevistos e de muito desespero.

O responsável pela bagunça foi o Border Collie Toffee, um cão arteiro que, com suas travessuras, deixou os tutores para fora da casa.

A tutora, Aquila Mota, havia adquirido uma caminha suspensa para o pet, geralmente posicionada ao lado do sofá para garantir conforto e proximidade com a família.

No entanto, o cachorro decidiu mudar completamente a “decoração” do ambiente por conta própria.

Durante um dia de pura agitação, Toffee arrastou a caminha até a área da entrada e a posicionou exatamente atrás da porta principal. O improviso acabou tendo um efeito inesperado: os tutores ficaram impossibilitados de entrar no próprio apartamento.

Mas as travessuras não pararam por aí. No mesmo dia, Toffee encontrou e ingeriu cinco comprimidos de ibuprofeno, aumentando a preocupação da família. 

Border Collie

border collie tem origem na região de fronteira entre Inglaterra e Escócia, o que explica seu nome. Reconhecida no fim do século XIX, a raça se destaca pela pelagem densa, que varia em cores, e pelo porte médio, com cerca de 46 a 56 cm de altura e peso entre 14 e 20 kg. Seus olhos expressivos e o focinho alongado são características marcantes.

Considerado um dos cães mais inteligentes, aprende com facilidade e exige treinamento com reforço positivo, além de socialização desde cedo. Muito ativo, precisa de exercícios intensos e estímulos constantes, já que caminhadas simples não são suficientes.

Apesar da energia, é afetuoso, leal e cria forte vínculo com os tutores, sendo conhecido pela disposição em agradar e pela proximidade com a família.

Cachorro precisa brincar todo dia? Estudo responde

Uma pesquisa da Universidade de Bristol, no Reino Unido, revelou que a falta de brincadeiras pode causar agitação, latidos excessivos e até destruição de objetos em cães.

O estudo acompanhou mais de 4 mil tutores e destacou a importância das atividades lúdicas para o bem-estar físico e mental dos animais.

Segundo os pesquisadores, brincar vai além do gasto de energia. A prática estimula áreas do cérebro ligadas ao prazer e à socialização, aumentando os níveis de ocitocina, hormônio associado ao vínculo afetivo entre cães e humanos.

Especialistas alertam que comportamentos como morder móveis, correr com objetos pela casa ou ficar inquieto podem indicar falta de estímulo. Cães que mantêm uma rotina de brincadeiras costumam ser mais tranquilos e sociáveis.

O tempo ideal das atividades varia conforme a raça e o perfil do animal. Enquanto cães de trabalho podem precisar de cerca de 40 minutos diários de estímulos, outros se satisfazem com períodos menores. Jogos de busca, desafios de olfato e brinquedos interativos estão entre as opções recomendadas.

Os especialistas também orientam evitar brincadeiras muito agressivas e adaptar as atividades conforme a idade e condição física do pet. Para cães idosos ou com problemas articulares, exercícios mais leves, como brincadeiras de faro, podem trazer benefícios importantes.

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