Ureia agrícola subiu 33,7% em abril, em um cenário de alta do petróleo, que também impactou combustíveis e outros insumos.
Relatório do Departamento Econômico da Faesp, elaborado com base em dados da CNA/ESALQ-USP (Campo Futuro), mostra que os custos de produção agropecuária em São Paulo continuaram sob pressão em abril de 2026, principalmente em razão da alta dos fertilizantes e dos combustíveis.
Os fertilizantes nitrogenados lideraram os aumentos, influenciados pela escalada do conflito no Oriente Médio. No mercado paulista, a ureia agrícola registrou alta de 33,7%. Também tiveram aumentos significativos o nitrato de amônio (+14,3%), o sulfato de amônio (+16,5%) e o formulado 20-00-20 (+37,7%).
Com avanço de 6,7% no mês, o diesel ficou mais caro. Esse aumento foi impulsionado pela valorização do petróleo e pelos reajustes do mercado interno, elevando os custos com transporte e operações mecanizadas nas propriedades rurais.
Em contrapartida, alguns defensivos agrícolas apresentaram queda nos preços em abril. Entre eles destacaram-se o Altacor (-14,7%), o Velpar K (-16,4%) e o Plateau (-16,8%). O recuo esteve associado à recomposição dos estoques e à menor demanda observada no período.
No acumulado dos últimos 12 meses, o cenário de custos elevados permanece. Os maiores aumentos no período foram registrados no nitrato de amônio (+87,8%), na ureia (+41,3%) e no diesel (+17,5%), sinalizando a pressão sobre a atividade agropecuária.
Clique na imagem abaixo para acessar o relatório completo. Outras informações relevantes sobre o setor podem ser acessadas através do Painel de Dados da Faesp.














