Agropecuária lidera crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026

Setor avançou 2,8% em relação ao primeiro trimestre, enquanto PIB nacional cresceu 0,5% no período

A economia brasileira apresentou crescimento no segundo trimestre de 2026, com destaque para o desempenho da agropecuária. O PIB alcançou R$ 3,43 trilhões no período, avanço de 0,5% em relação ao primeiro trimestre, considerando o ajuste sazonal, e alta de 2,0% na comparação com o segundo trimestre de 2025.

Segundo o Radar Macroeconômico de setembro, elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp, a agropecuária registrou crescimento de 2,8% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano. Em 12 meses, o setor acumulou alta de 6,8%, acima dos resultados de Serviços e Indústria. O desempenho foi impulsionado pela pecuária e pelos ganhos de produtividade em algumas culturas, com destaque para soja e café.

No mercado de trabalho, a taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, recuo de 0,3 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025. A população ocupada chegou a 103,3 milhões de pessoas, aumento de 899 mil trabalhadores em 12 meses. Na agropecuária, o número de ocupados alcançou 7,9 milhões, crescimento de cerca de 210 mil pessoas na mesma comparação.

O rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.762, alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025. Com o aumento do emprego e dos rendimentos, a massa de rendimento atingiu R$ 383,5 bilhões, maior patamar da série histórica.

Na inflação, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,22% em agosto de 2026. No mês, o índice registrou deflação de 0,32%, após alta de 0,07% em julho. Entre os grupos que contribuíram para o resultado negativo estiveram Habitação, com queda de 1,87% em agosto, Transportes, com recuo de 0,86%, e Alimentação e bebidas, que caiu 0,34% no período.

Em setembro, a taxa Selic foi reduzida para 13,75% ao ano, queda de 0,25 ponto percentual em relação à reunião anterior. O corte se deve especialmente à desaceleração da inflação.

No setor externo, o Brasil apresentou déficit de US$ 8,1 bilhões nas transações correntes, acima dos US$ 6,9 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. O resultado refletiu sobretudo a redução do superávit comercial, que passou de US$ 6,4 bilhões para US$ 6,2 bilhões, e a ampliação dos déficits nas contas de serviços e de renda primária.

O cenário fiscal, por outro lado, segue pressionado. O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho de 2026, ante déficit de R$ 66,6 bilhões em julho de 2025. No acumulado de 12 meses, porém, o resultado permaneceu deficitário em R$ 89,3 bilhões, equivalente a 0,67% do PIB.

Esses e outros indicadores estão reunidos no Radar Macroeconômico da Faesp. Clique na imagem abaixo para acessar o relatório completo.

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