A relação entre a saúde dos animais e o bem-estar humano tem ganhado destaque em debates recentes sobre prevenção de doenças e segurança alimentar.
Especialistas apontam que o conceito de Saúde Única, que integra pessoas, animais e meio ambiente, é fundamental para reduzir riscos sanitários e evitar crises em larga escala.
Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de 60% das doenças infecciosas que atingem humanos têm origem animal, enquanto 75% dos agentes patogênicos emergentes estão ligados a essa mesma fonte.
O cenário reforça a importância de estratégias voltadas à prevenção, especialmente em países como o Brasil, que possuem grande produção agropecuária e elevada população de animais de companhia.
Nesse contexto, a vacinação é considerada uma das principais barreiras contra a disseminação de doenças. A imunização de rebanhos e pets contribui para interromper ciclos de transmissão, reduzindo impactos tanto na saúde pública quanto na economia.
Segundo Delair Bolis, presidente da MSD Saúde Animal para a América do Sul, a prevenção deve ser vista de forma ampla.
“Na MSD Saúde Animal, tratamos a vacina não apenas como um insumo produtivo, mas como um escudo de proteção coletiva que contribui na previsibilidade econômica e a segurança das famílias”, afirma.
“Ao assegurarmos a imunização de um rebanho ou de um pet, estamos interrompendo ciclos de doenças que poderiam paralisar cidades e cadeias de exportação. Nosso papel é transformar a saúde animal em uma apólice de seguro para a saúde global”, complementa.
Além da imunização, o avanço tecnológico no campo também tem contribuído para o monitoramento precoce de doenças e a redução do uso de antimicrobianos, tema que preocupa autoridades sanitárias em todo o mundo.
A chamada resistência antimicrobiana é considerada um dos principais desafios globais, exigindo soluções integradas entre produção, ciência e manejo adequado.
Para especialistas, a ampliação de práticas preventivas, aliada ao uso de tecnologia e ao cuidado contínuo com animais de produção e de companhia, tende a fortalecer não apenas o setor agropecuário, mas todo o sistema de saúde.
“Esta data é um convite para reconhecermos que a saúde não acontece apenas dentro dos hospitais e das clínicas veterinárias, mas começa nas fazendas e dentro de nossas casas, através do cuidado preventivo, reforçando nosso compromisso institucional de liderar o movimento de prevenção para que o Brasil continue avançando com segurança. Ao fortalecermos a sanidade de quem produz e de quem nos faz companhia, estamos salvaguardando o futuro da nossa sociedade e a integridade de todo o sistema de saúde”, conclui.












