Olá, queridas leitoras,
Hoje gostaria de falar com vocês sobre esta celebração que junto do Natal une as famílias e é símbolo da nossa fé: a Páscoa. Momento de reflexão da vitória de Jesus sobre a morte, e de como essa é uma conexão interessante e profunda em nossas vidas.
A celebração deste feriado transcende a mera tradição para se consolidar como o ápice da esperança cristã. O mistério da ressurreição é a promessa de um eterno recomeço. Tanto nas Escrituras como na transformação social onde encontramos a força feminina dando legitimidade ao que ficou gravado na história e a revolução em marcha no campo.
Historicamente, o trabalho feminino no meio rural foi — e de certa maneira ainda é — invisibilizado. No entanto, a ressurreição traz consigo a ideia de revelação e de justiça. Atualmente, as mulheres têm assumido cada vez mais papéis de liderança em agroindústrias, cooperativas e na agricultura familiar.
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Atuando em cinturões verdes, assentamentos e comunidades tradicionais, essas produtoras são as verdadeiras gestoras da biodiversidade e da segurança alimentar do nosso estado. A trajetória delas no campo reflete uma dinâmica de persistente renovação, assemelhando-se ao conceito de ressurgimento que permeia esta época do ano.
Esse ciclo de morte e renascimento, tão presente nas tradições que celebram a Páscoa, manifesta-se no cotidiano através, por exemplo, da recuperação de áreas degradadas e do fortalecimento da agricultura familiar. Nesses espaços, o renascer não é apenas uma data no calendário, mas um processo diário de dedicação onde o suor feminino garante que a vida prevaleça sobre o esgotamento dos recursos.
Portanto, a presença das mulheres no agro é o elo entre a tradição da terra com a modernidade necessária para a sustentabilidade. O papel que desempenham como guardiãs de sementes e saberes ancestrais permite que a promessa de um novo começo seja renovada a cada ciclo agrícola.
Ao observar a força dessas trabalhadoras, percebe-se que a ideia de ressurreição encontra uma aplicação prática e terrena: ela reside na capacidade humana de regenerar o ambiente e a sociedade. Ao cultivarem o alimento, cultivam também a esperança de um futuro viável, provando que a renovação da vida é um esforço contínuo que floresce das mãos de quem entende o tempo sagrado da natureza.
A Comissão Semeadoras do Agro da Faesp saúda todas vocês e deseja uma Feliz Páscoa.
Com carinho, Juliana Farah, presidente da Comissão Semeadoras do Agro da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp)












