O mercado pet brasileiro atravessa uma fase de transformação impulsionada por novos hábitos de consumo e maior preocupação com a saúde dos animais.
Mais do que crescimento em faturamento, o setor passa a ser guiado por estratégias voltadas à prevenção e ao uso de tecnologia para ampliar a qualidade de vida dos pets.
A mudança está diretamente ligada ao perfil dos tutores, cada vez mais informados e exigentes. A busca por longevidade dos animais tem levado empresas a investir em soluções que antecipem problemas de saúde, reduzindo a necessidade de intervenções emergenciais.
“O novo tutor é digital, bem informado e busca por longevidade. Ele não quer apenas remediar, ele quer garantir que o tempo de qualidade com o pet seja o mais longo possível. Nosso papel é oferecer as ferramentas para que o cuidado preventivo seja uma jornada fluida e inteligente”, afirma José Carlos Pereira Jr., diretor da unidade de animais de companhia da MSD Saúde Animal.
Dados do setor mostram que o avanço é consistente. Após um faturamento superior a R$ 76 bilhões em 2025, a expectativa é de novo crescimento em 2026, com destaque para o segmento de saúde e bem-estar, que ganha protagonismo dentro da cadeia pet.
Apesar do cenário positivo, especialistas apontam que ainda há espaço para expansão, principalmente na adesão a práticas preventivas.
Hoje, uma parcela reduzida dos tutores mantém rotina regular de acompanhamento veterinário, enquanto muitos ainda procuram atendimento apenas em situações de urgência, comportamento mais comum entre donos de gatos.
Para o executivo, esse cenário revela um mercado em amadurecimento. “A unidade de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal tem acompanhado essa evolução com um crescimento saudável em 2025, na comparação com 2024, resultado direto da nossa aposta em soluções que simplificam a vida do tutor e aumentam a adesão aos tratamentos”, explica.
Outro vetor de mudança está na incorporação de tecnologias que tornam o cuidado mais prático e contínuo. A proposta é reduzir falhas na rotina de proteção dos animais e facilitar o acompanhamento da saúde ao longo do tempo.
“Quando entregamos uma tecnologia que protege o pet por meses ou até por um ano inteiro, estamos mudando a dinâmica do mercado. Saímos de uma venda transacional para um modelo de proteção contínua, o que gera valor para o médico-veterinário, para o tutor e, principalmente, para a saúde do animal”, diz.
Além da inovação, o conceito de integração entre saúde animal, humana e ambiental, conhecido como Saúde Única, também ganha força no setor. A prevenção, nesse contexto, passa a ser vista como elemento central para reduzir riscos que podem ultrapassar o ambiente doméstico.
“Não olhamos para a saúde animal de forma isolada. Quando inovamos em vacinas ou antiparasitários de longa duração, estamos protegendo o ecossistema familiar e prevenindo enfermidades que impactam a saúde pública. Nosso investimento contínuo em Pesquisa e Desenvolvimento é o que nos permite oferecer soluções de ponta que promovem o cuidado e o bem-estar contínuo para toda a sociedade”, afirma.
A tendência, segundo o diretor, é que o mercado continue evoluindo com foco menos em produtos isolados e mais em soluções integradas, que acompanhem o dia a dia dos tutores e fortaleçam o vínculo com os animais.
“Trabalhamos sob a premissa de que a ciência deve estar a serviço do afeto. O mercado pet não é mais apenas sobre produtos; é sobre garantir que as famílias possam aproveitar o amor incondicional de seus animais pelo maior tempo possível. Este é o nosso compromisso para esta nova etapa do mercado”, conclui.












