Gatos ganham espaço nos lares e movimentam mercado pet

O número de gatos tem avançado de forma consistente em diferentes países, indicando uma mudança no perfil dos animais de estimação ao redor do mundo.

Em nações como Rússia, Alemanha, China e Japão, os felinos já superam os cães em quantidade. No Brasil, a tendência também é de crescimento.

Projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a população de gatos deve aumentar 19% até 2030. O ritmo de expansão, inclusive, tem sido mais acelerado que o observado entre os cães.

Dados da Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (ABEMPET) e do Instituto Pet Brasil (IPB) indicam que, entre 2022 e 2023, o aumento no número de gatos foi significativamente superior ao registrado na população canina.

Especialistas associam essa mudança a transformações no estilo de vida, sobretudo em áreas urbanas. A redução do tamanho dos imóveis e a popularização de apartamentos favorecem a adaptação dos felinos, que exigem menos espaço e apresentam maior independência no dia a dia.

Além disso, os custos de manutenção tendem a ser mais baixos quando comparados aos de cães de médio e grande porte.

Outro fator relevante está ligado às características biológicas dos gatos, que influenciam diretamente seus hábitos alimentares.

“Os gatos são animais estritamente carnívoros, de modo que percebem muito bem o sabor de componentes presentes em carnes e outros ingredientes de origem animal e, por isso, possuem preferência por produtos formulados com carnes selecionadas.”

“Os alimentos com essa característica possuem maior digestibilidade e palatabilidade”, explica o veterinário Gustavo Quirino.

O avanço da população felina também reflete uma demanda crescente por produtos e serviços voltados especificamente para esses animais, indicando uma mudança consolidada no comportamento dos tutores e no mercado pet.

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