A cidade de Garça deu um passo significativo na agenda ambiental ao transformar a ilha do Lago Artificial J.K. Williams em um verdadeiro refúgio ecológico. Mais do que um elemento paisagístico, a estrutura passa a cumprir um papel estratégico na preservação da fauna e da flora, integrando sustentabilidade, planejamento urbano e conservação ambiental.
A iniciativa, conduzida pela Prefeitura de Garça, resultou na implantação de um fragmento de Mata Atlântica em plena área urbana. A proposta é recriar condições naturais capazes de apoiar a biodiversidade local, contribuindo para a formação de um corredor ecológico em meio ao ambiente construído.
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Embora a ilha tenha sido projetada para receber intervenções visuais em períodos festivos, sua função prioritária é ambiental. O espaço foi planejado para oferecer abrigo, alimento e áreas de descanso para aves e outros animais silvestres, ampliando as possibilidades de sobrevivência da fauna regional.
Segundo a bióloga da Prefeitura, Érika Buchignani, o projeto foi concebido com foco técnico e ecológico. “Criamos um fragmento funcional de Mata Atlântica, utilizando mudas do viveiro municipal e doações. A ilha atua como um ponto estratégico para aves em deslocamento, oferecendo recursos essenciais em meio à urbanização”, destaca.
Entre as espécies plantadas estão jerivás e palmitos-juçara, fundamentais na alimentação de diversas aves, além de árvores que proporcionam sombra, proteção e suporte para a nidificação. A escolha da vegetação reforça o compromisso com espécies nativas e com a recuperação de funções ecológicas naturais.
Com a iniciativa, Garça avança na valorização do meio ambiente e na promoção de uma convivência mais equilibrada entre cidade e natureza. Para moradores e visitantes, o novo cenário representa não apenas um ganho paisagístico, mas também a oportunidade de observar o retorno da vida silvestre ao principal cartão-postal do município.













