Exportações de soja em grãos e carne bovina in natura crescem em 2026

Relatório do Departamento Econômico da Faesp indica que o valor exportado do agronegócio foi recorde para o mês de fevereiro

Em fevereiro de 2026, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,2 bilhões. O resultado decorre do aumento interanual de 15,6% nas exportações, que totalizaram US$ 26,3 bilhões, recorde histórico para o mês, e da queda de 4,8% nas importações, que somaram US$ 22,1 bilhões. No recorte setorial, o agronegócio apresentou saldo comercial positivo de US$ 10,5 bilhões, enquanto os demais setores registraram déficit de US$ 6,3 bilhões.

Os números apresentados fazem parte do Relatório de acompanhamento mensal do comércio exterior, do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base em dados de fevereiro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Ainda segundo o documento, no agronegócio, as exportações alcançaram US$ 12,1 bilhões, registrando crescimento interanual de 7,4%, também configurando recorde para fevereiro. Entre os principais produtos, a soja em grãos se destacou com aumento de 15,5%, mantendo-se como o principal item da pauta exportadora.

Em contrapartida, no estado de São Paulo, o saldo da balança comercial total foi deficitário em US$ 1,6 bilhão em fevereiro de 2026. Apesar de negativo, o resultado representa uma redução de 61,1% no déficit em relação ao registrado no mesmo mês de 2025.

Esse desempenho decorre do fato de que as exportações totais somaram US$ 4,6 bilhões, apresentando retração interanual de 6,9%, enquanto as importações registraram queda mais acentuada, de 31,1%, totalizando US$ 6,2 bilhões. Entre os setores, o agronegócio apresentou superávit de US$ 1,4 bilhão, já os demais setores da economia registraram déficit de US$ 3 bilhões.

No que se refere ao agronegócio, as exportações alcançaram US$ 1,9 bilhão em fevereiro, queda interanual de 3%. Entre os produtos que registraram retração nos embarques pelo estado, destacam-se os sucos de laranja, cujas exportações recuaram 41,5% em valor. O resultado foi influenciado, entre outros fatores, pelo aumento dos estoques no mercado internacional.

Por outro lado, entre os produtos que apresentaram expansão nas vendas externas, destacam-se os itens do complexo sucroenergético, como açúcar de cana em bruto, que registrou alta de 13,7% em valor, consolidando-se como principal item da pauta exportadora do agronegócio paulista no mês, e o álcool etílico (+66,5%). Também houve avanço nos embarques de carnes in natura, com elevação de 8,7% na carne bovina e de 21,1% na carne de frango.

Quanto as importações do agronegócio, o setor adquiriu US$ 437,2 milhões em mercadorias em fevereiro, queda interanual de 13,8%. Entre os itens mais relevantes, destacam-se reduções nas aquisições de peixes, como salmão (-10,7% em valor) e bacalhau (-26,8%), além de quedas nas compras de cereais, como trigo (-57,6%) e arroz (-39,6%). Em contrapartida, observou-se aumento nas importações de papel (+14,7%), que se configurou como o principal item adquirido pelo estado no mês.

Diante desse cenário, São Paulo respondeu por 15,6% das exportações e 28,9% das importações do agronegócio brasileiro em fevereiro. Isso evidencia a relevância do estado no comércio exterior do setor.

Clique na imagem abaixo e acesse o relatório detalhado que descreve o desempenho de diversos produtos do agro da balança comercial nacional e paulista. E acesse o Painel de Dados da Faesp para obter informações sobre os principais produtos agropecuários e outras estatísticas importantes para o agronegócio.

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