Equipe Biotech, de Barra Bonita (SP), conquistou vaga inédita no World Festival, nos Estados Unidos. Já a Megazord, de Jundiaí (SP), se classificou após vencer duas regionais da FIRST Robotics Competition

Duas equipes do Sesi de São Paulo vão representar o Brasil no World Festival, o campeonato mundial de robótica que será realizado em Houston, nos Estados Unidos.

A equipe Biotech, de Barra Bonita (SP), garantiu vaga de forma inédita ao conquistar o na etapa nacional da mesma competição.

Já a equipe Megazord, de Jundiaí (SP), se classificou após ser campeã nas duas regionais da First Robotics Competition e vai para a disputa internacional com um robô projetado para agilidade e precisão.

Equipe Biontech, do Sesi de Barra Bonita, conquistou uma vaga inédita para o mundial nos Estados Unidos — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Conquista Inédita
A equipe Biotech já participou de oito mundiais, mas esta será a primeira vez que disputa o World Festival em Houston.

A orientadora de educação digital e técnica da equipe há 14 anos, Ana Maria Papili Pagini, explica que alcançar essa conquista, a equipe obteve o 1º lugar no Champions Award no Regional e o 2º lugar no Champions Award na etapa Nacional, garantindo, assim, a classificação.

Segundo Ana Maria, o feito representa muito mais que uma premiação.

“Essa conquista tem um grande significado tanto para a Rede Sesi quanto para a equipe Biotech, pois reflete não apenas o talento e o esforço individual e coletivo dos membros da equipe, mas também o impacto positivo do Sesi na formação de jovens talentos.”

A equipe é formada por seis integrantes, uma técnica e mais dois profissionais de apoio — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

A equipe é formada por seis integrantes, uma técnica e mais dois profissionais de apoio. Todos estão com a viagem programada com dois dias de antecedência em relação ao evento, que será realizado entre os dias 16 e 19 de abril.

Projeto premiado
O aluno Luiz Felipe Petrizzi, de 14 anos, falou sobre o projeto AquaSystem, voltado ao tema dos oceanos, ser o destaque da equipe.

“Nosso projeto é focado em ajudar pesquisadores que realizam coletas de água e fitoplâncton. Atualmente, os coletores utilizados possuem um custo elevado, são de difícil acesso e não são sustentáveis em caso de perda no oceano”, explicou.
A solução proposta é um coletor multifuncional, sustentável e impresso em 3D. Ele conta com uma divisória e um filtro de 20 micras, permitindo a coleta eficiente tanto de amostras de água quanto de fitoplâncton, que são micro-organismo que flutuam no ambiente aquático e são a base da cadeia alimentar desses ambientes.

Integrantes da Equipe Biontech estão em fase de aprimoramentos finais — Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução

Segundo Luiz Felipe, o maior desafio foi desenvolver a rosca do coletor. A equipe teve tentativas e falhas ao longo do processo, mas com testes e ajustes, eles conseguiram desenvolver o item com sucesso.

Agora, a equipe está em fase de aprimoramentos finais: “Nosso projeto está em constante melhoria, e os feedbacks dos especialistas são fundamentais para aprimorarmos cada detalhe.” conta.

Equipe Megazord

A equipe Megazord, do Sesi de Jundiaí, conquistou a vaga ao mundial após vencer duas regionais — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

A equipe Megazord, do Sesi/Senai de Jundiaí (SP), também se classificou para o mundial em Houston após vencer as duas regionais em que competiu na First Robotics Competition. O aluno Caio Baizgue, de 16 anos, faz parte do time e explicou que o processo foi desafiador desde o início.

“Tivemos apenas dois meses para desenvolver as apresentações e o robô, e a maestria do trabalho apresentado foi graças ao apoio de tantas pessoas que estão nos bastidores do time, sendo ex-alunos, coordenadores, secretários, professores e toda estrutura de pessoas que o Sesi e o Senai Jundiaí deixam à nossa disposição”, disse Caio.

Caio Baizgue tem 16 anos e faz curso técnico em eletroeletrônica, além de ser integrante da equipe Megazord em Jundiaí — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Caio enalteceu a qualidade dos adversários nacionais, fazendo com que nível técnico da competição exigisse estratégia. Ele também detalhou o diferencial do robô construído pela equipe Megazord.

“O grande diferencial do nosso robô, é a precisão e a agilidade em que ele completa as missões. A peça do jogo entra no robô através de uma rampa, sendo levada para a parte que a expele, que chamamos de out-take. Esse out-take fica conectado a um elevador movido por cordas, que são enroladas por um guincho que as tenciona, e faz com que as folhas de alumínio do elevador subam até os 3 metros de altura.”

Caio acredita que os resultados que tiveram, expressam o projeto como o melhor do Brasil, e por isso suas melhorias seriam apenas para manutenções preventivas de algumas partes eletrônicas e carenagens fragilizadas.

Do Interior para o Mundo

Ana Caroline tem 17 anos e é integrante do grupo Megazord, de Judiaí — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Mesmo com trajetórias diferentes, a paixão é a mesma pela ciência e pela tecnologia. As equipes Biotech e Megazord embarcam juntas para representar o estado de São Paulo, mas principalmente o Brasil, no maior palco da robótica educacional do mundo.

Mais do que prêmios, elas levam na bagagem histórias de superação, trabalho em equipe e o sonho de transformar o futuro com criatividade e inovação.

“Estamos com os preparativos a todo vapor, transformando as apresentações em inglês, nos adaptando às condições logísticas até a competição. Essa conquista significa para nós e para o Sesi Jundiaí um legado que será transmitido para as próximas gerações de inovadores. Inspirando a ciência e a tecnologia e levando a certeza de um futuro melhor e mais acessível”, finaliza a estudante, Ana Caroline Silvestre da Silva, de 17 anos.

Matéria: g1 Bauru

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