A dívida bruta do governo geral (DBGG) subiu para 77,6% do PIB em julho, o equivalente a 9,6 trilhões de reais, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo Banco Central. O avanço de 0,9 ponto percentual em relação a junho reflete, sobretudo, os juros nominais apropriados (alta de 0,8 p.p.), emissões líquidas de títulos, que cresceram 0,4 p.p., e a desvalorização cambial no mês que acrescentou 0,1 p.p., fatores parcialmente compensados pelo efeito da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.).
No acumulado do ano, a dívida bruta já cresceu 1,1 ponto percentual do PIB. A alta é explicada principalmente pelo peso dos juros, de 5,1 pontos percentual, que seguem elevados, e pela queda do PIB nominal, de 3,6 pontos percentuais.
O setor público consolidado registrou em julho um déficit primário de 66,6 bilhões de reais, contra 21,3 bilhões de reais no mesmo mês de 2024. No acumulado de 12 meses, o saldo passou a ser negativo em 27,3 bilhões de reais (0,22% do PIB), revertendo o superávit de 0,15% do PIB até junho.
Com isso, o déficit nominal, que soma juros e resultado primário, atingiu 968,5 bilhões de reais em 12 meses (7,86% do PIB), ampliando a distância em relação ao observado em junho (7,30%).
A dívida líquida do setor público (DLSP) também avançou, chegando a 63,7% do PIB em julho, alta de 0,8 ponto no mês. O crescimento refletiu principalmente os juros nominais, alta de 0,9 p.p. e o déficit primário (que subiu 0,5 p.p.), parcialmente compensados pela desvalorização cambial, de -0,3 p.p.) e pela variação do PIB nominal (-0,4 p.p.).
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