Crédito rural em SP: desembolsos recuam 8,7% no 1º semestre do Plano Safra 2025/2026, para R$ 18,3 bi

Queda nos programas de investimento marca o desempenho do crédito rural em São Paulo e no país

O crédito rural em São Paulo somou R$ 18,3 bilhões nos primeiros seis meses do Plano Safra 2025/2026, o equivalente a 9,7% do total nacional. Em comparação com o mesmo período da safra anterior, houve queda de 8,7%. O número de contratos também recuou 19,8%, totalizando 26.215 operações. Esses dados constam no relatório de acompanhamento mensal do crédito rural, elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base em informações do Banco Central do Brasil.

Por segmento, o Pronamp foi o único a registrar crescimento nos desembolsos (+5%). Já o Pronaf (-0,8%) e os demais produtores (-12,3%) apresentaram retração.  Em todos os segmentos, houve redução no número de contratos.

Quanto à finalidade, verificou-se queda nos desembolsos destinados ao custeio (-15,0%) e ao investimento (-35,9%). A retração foi generalizada nos programas de investimento, com destaque para o Moderfrota (-37,6%), o que pode comprometer a modernização, o crescimento e a competitividade do setor.

No cenário nacional, o crédito rural do Plano Safra 2025/2026 totalizou R$ 188,1 bilhões entre julho e dezembro de 2025, o equivalente a 46,3% do total programado. Em relação ao mesmo período da safra anterior, houve queda de 14,7%. O número de contratos, por outro lado, cresceu 1,7%, alcançando cerca de 1,3 milhão de operações.

Em novembro de 2025, as taxas médias de juros de crédito rural indicaram maior benefício para pessoas físicas no crédito regulado, com juros médios de 9,04% a.a., frente a 14,51% a.a. nas operações a taxa de mercado. Para as pessoas jurídicas as taxas de mercado foram menores, com juros a 13,03% a.a., enquanto a taxa regulada ficou em 12,65% a.a., superior à observada para pessoas físicas. A inadimplência de pessoas físicas atingiu 12,4% nas operações com taxa de mercado, mantendo trajetória de alta, enquanto, entre as pessoas jurídicas, foi de 0,75%.

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