Aumenta mais a restrição de água em SP

Depois de anunciar a diminuição de água durante à noite, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) comunica nova restrição, ampliando à medida para o período do dia. A captação do volume autorizado de retirada de água do Sistema Cantareira passa de 31 m³/s para 27 m³/s, a partir do dia 1º de setembro. A gestão do Cantareira é realizada de forma conjunta pelas duas agências, que acompanham diariamente os dados de níveis, vazões e armazenamento para subsidiar decisões de operação. A medida tem como objetivo preservar os níveis dos reservatórios e a segurança hídrica da maior capital do país assim como as regiões atendidas pelas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Isso se deve ao fato do nível dos reservatórios do Sistema Cantareira, formado pelos reservatórios Jacareí, Jaguari, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, ter atingido volumes inferiores a 40%, em agosto. O período foi marcado com chuvas abaixo da média, assim como os meses anteriores. Neste momento, registra 35,23% do volume útil. Como medida de mitigação, a Sabesp poderá utilizar a vazão bombeada do reservatório de Jaguari, localizado na bacia do rio Paraíba do Sul, para chegar ao limite outorgado de 33 m³/s. O Sistema Cantareira abastece as Zonas Norte, Oeste e parte da Central da região metropolitana.

O Sistema Integrado Metropolitano interliga grandes e pequenos mananciais, adutoras e estações de tratamento, permitindo transferências de água entre sistemas produtores. Essa operação integrada reduz riscos de desabastecimento e aumenta a resiliência em cenários de seca ou demanda elevada e foi uma das alternativas usadas durante a crise hídrica entre 2013 e 2014.  A transposição Jaguari-Atibainha, que aporta água proveniente da Bacia do Paraíba do Sul, e a conclusão do Sistema São Lourenço são exemplos de obras realizadas pela Sabesp, que contribuíram para o aumento da resiliência. Outras obras estão previstas, como a captação de água do Rio Itapanhaú e Ribeirão Sertãozinho, um investimento de R$ 200 milhões que vai permitir captação de 2 mil litros/segundo. De acordo com a Sabesp, mais de R$ 1,2 bilhão estão previstos para novas obras de resiliência hídrica até 2027.

Leia:

+https://veja.abril.com.br/economia/o-saneamento-privado-melhora-a-vida-de-todos-diz-radames-casseb-presidente-da-aegea/

+https://veja.abril.com.br/economia/tarcisio-anuncia-obras-e-fundo-para-garantir-resiliencia-hidrica-em-sao-paulo/

 

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