Olá, queridas leitoras,
Hoje gostaria de falar com vocês sobre algo recente e que mexerá com toda nossa economia, especialmente o campo: o acordo entre União Europeia e Mercosul.
A assinatura no último dia 17, após 26 anos de discussões, abre caminho a uma troca que pode produzir efeitos que vão além do comércio e alcançam diretamente a vida das mulheres do campo no Brasil, ao ampliar mercados, estimular cadeias produtivas mais organizadas e reforçar exigências de qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade.
Uma maior integração com o mercado europeu pode gerar novas oportunidades de renda para mulheres que atuam na agricultura familiar, no agroextrativismo, na produção de alimentos diferenciados e em cooperativas, ao mesmo tempo em que incentiva capacitação técnica, formalização e acesso a políticas de inclusão produtiva.
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Em ambos os blocos, o desafio será transformar o acordo em um instrumento de desenvolvimento inclusivo, garantindo que os ganhos comerciais se traduzam em melhores condições de trabalho, renda, autonomia econômica e reconhecimento do protagonismo feminino no meio rural.
Todo esse impulso, desde a formalização e a organização produtiva até a agroindústria artesanal, favorecerá milhares de propriedades comandadas por mulheres. São elas que têm protagonizado mudanças na gestão e na produção de alimentos orgânicos, e que poderão usufruir do acesso a mercados internacionais, incrementar a renda familiar e profissionalizar atividades até então informais e invisibilizadas.
A aproximação com o mercado europeu reforçará exigências de rastreabilidade, qualidade, segurança alimentar e sustentabilidade, áreas nas quais as mulheres têm desempenhado papel central de liderança e organização no controle de processos e na inovação produtiva. Sob esse contexto cria-se demanda por capacitação técnica, formação gerencial e acesso à informação, abrindo espaço para políticas públicas e programas privados voltados especificamente à qualificação feminina no meio rural.
Estes são apenas alguns exemplos de como o acordo UE-Mercosul pode fortalecer o protagonismo empreendedor e social das mulheres no campo. O potencial aberto após a assinatura entre os dois blocos tende a transformar o comércio internacional e por conseguinte um novo vetor de autonomia econômica e inclusão produtiva, onde elas têm feito uma revolução e no qual as oportunidades de crescimento se ampliam.
A Comissão Semeadoras do Agro da Faesp está à disposição para fazer das mulheres ainda mais protagonistas da transformação do agronegócio brasileiro.
Com carinho, Juliana Farah, presidente da Comissão Semeadoras do Agro da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp)













