Ações da Reag (REAG3) derretem na bolsa com operações contra o PCC

As ações ordinárias da Reag Investimentos (REAG3) operam em forte queda nesta quinta-feira, 28, pressionadas pelas operações deflagradas pela Polícia Federal (Task, Quasar e Carbono Oculto) contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), que investigam um bilionário esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustível e o mercado financeiro. Por volta das 16h15, os papéis derretiam 14,10% e eram negociados por 3,23 reais. Na mínima do dia até o momento, a cotação chegou a 2,90 reais, representando um tombo de 22,87% sobre os 3,76 reais com que fechou o pregão de ontem.

A Reag é uma das onze instituições financeiras que foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos hoje pela força-tarefa composta por Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público de São Paulo e polícias civil e militar. Em comunicado ao mercado em conjunto com a Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (Ciabrasf), a Reag afirma que as empresas “estão colaborando integralmente com as autoridades competentes, fornecendo as informações e documentos solicitados, e permanecerão à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários”.

Maior gestora independente de investimentos do país, a Reag administra quase 300 bilhões de reais de clientes por meio de 500 fundos. O rápido crescimento da gestora fundada em 2012 por João Carlos Mansur chama atenção. Formado em Ciências Contábeis, com MBA em Finanças Corporativas e Administração, e certificado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) como administrador de carteiras e conselheiro de administração, Mansur tem mais de 30 anos de experiência em auditoria, controladoria e planejamento estratégico.

 

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