Filhotes podem precisar do dobro de energia de um adulto; entenda

A alimentação de cães e gatos precisa acompanhar as transformações do organismo desde os primeiros meses de vida. Durante o crescimento, ossos, músculos, cérebro e sistemas digestivo e imunológico passam por um processo de desenvolvimento que exige uma combinação específica de nutrientes.

As necessidades também mudam conforme a idade e o porte do animal. Nos primeiros quatro meses, por exemplo, o gasto energético de um filhote pode chegar ao dobro daquele registrado por um cão ou gato adulto com o mesmo peso corporal.

Desmame marca uma nova etapa da alimentação

Uma das primeiras mudanças acontece durante o desmame, quando o filhote começa a substituir gradualmente o leite materno por alimentos sólidos.

Como a adaptação à mastigação ainda está em andamento, opções de consistência mais macia podem facilitar esse processo. Os croquetes, por exemplo, podem ser reidratados para tornar o consumo mais fácil.

A apresentação de diferentes aromas e texturas também contribui para ampliar a experiência alimentar. Outra possibilidade é combinar alimentos secos e úmidos, prática conhecida como mix feeding.

Quando feita de maneira equilibrada, respeitando as necessidades energéticas do animal e utilizando produtos com objetivos nutricionais compatíveis, a combinação pode trazer benefícios.

O alimento úmido auxilia na ingestão de água e oferece diferentes consistências, enquanto o seco apresenta maior concentração de nutrientes e características que podem contribuir para a saúde oral.

Porte e espécie influenciam o fim do crescimento

Não existe uma idade única para a substituição da alimentação de filhote pela versão adulta. Os gatos geralmente completam essa fase por volta dos 12 meses. Entre os cães, o período varia de acordo com o porte.

Animais menores costumam atingir a maturidade entre 10 e 12 meses. Já os de porte gigante podem continuar em desenvolvimento até os 18 ou 24 meses.

A castração também merece atenção, pois pode modificar as necessidades energéticas, principalmente nos gatos. Por isso, a quantidade e o tipo de alimento devem ser reavaliados após o procedimento, com acompanhamento veterinário.

Sistema imunológico e digestivo ainda estão em formação

Nas primeiras semanas de vida, o organismo passa por mudanças importantes. Entre a quarta e a décima segunda semana, a proteção recebida da mãe começa a diminuir, enquanto as defesas naturais ainda estão em desenvolvimento.

Nesse período, nutrientes como betacarotenos e betaglucanos podem auxiliar no funcionamento do sistema imunológico. A saúde intestinal também merece atenção, já que a microbiota e o sistema digestivo continuam amadurecendo.

Proteínas de boa qualidade e prebióticos ajudam a dar suporte à saúde digestiva. O DHA, ácido graxo da família do ômega-3, também tem papel importante na formação do cérebro e no desenvolvimento da visão.

Acompanhamento veterinário ajuda a avaliar o desenvolvimento

Além de observar as recomendações nutricionais indicadas para cada fase, os responsáveis devem acompanhar a evolução do peso, a quantidade de alimento consumida e as mudanças na rotina do animal.

Nas consultas, o Veterinário pode avaliar o desenvolvimento ósseo, muscular, neurológico, social e sensorial. As curvas de crescimento também permitem verificar a evolução do peso e identificar a necessidade de ajustes na alimentação.

O acompanhamento individualizado é importante para que a dieta corresponda às necessidades de cada filhote ao longo de seu desenvolvimento.

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