Câncer de mama também afeta cadelas e exige atenção dos tutores

O câncer de mama também pode afetar os animais de estimação, especialmente as cadelas idosas que não passaram pela castração.

Embora a doença nem sempre apresente sinais evidentes no início, a atenção dos tutores às mudanças no corpo do pet e o acompanhamento veterinário são fundamentais para identificar possíveis alterações e buscar o tratamento adequado.

Segundo dados do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e estudos de oncologia veterinária citados no material, os tumores mamários representam cerca de 25% dos casos oncológicos em animais. Entre fêmeas caninas idosas não castradas, o índice chega a 45%.

A doença pode ter evolução agressiva e está relacionada a fatores genéticos, hormonais e nutricionais.

Um dos desafios é que o câncer de mama pode não apresentar sinais evidentes em suas fases iniciais. Por isso, momentos cotidianos, como escovar o pelo ou fazer carinho na barriga do animal, podem ajudar o tutor a perceber mudanças.

Pequenos nódulos ou caroços nas mamas, vermelhidão, inchaço e secreção são sinais que precisam ser avaliados por um médico-veterinário. A recomendação é buscar atendimento profissional ao notar qualquer alteração.

De acordo com o CFMV, cerca de 20% dos diagnósticos ainda são realizados tardiamente, o que pode limitar as opções de tratamento e reduzir as chances de recuperação. Consultas periódicas ajudam a identificar alterações antes que a doença avance.

Castração e prevenção

A castração é apontada como uma das principais medidas de prevenção dos tumores mamários em cadelas.

Conforme a literatura científica e a prática clínica mencionadas no texto original, o procedimento realizado no primeiro ano de vida, idealmente entre o primeiro e o segundo cio, pode reduzir em até 90% o risco de desenvolvimento da doença.

Além da prevenção do câncer de mama, a cirurgia também reduz o risco de outras enfermidades, como a piometra, uma infecção uterina grave. Nos machos, a castração diminui a incidência de tumores testiculares e pode reduzir problemas relacionados à próstata.

Apesar dos benefícios, alguns tutores ainda têm receio de submeter os animais ao procedimento. A avaliação veterinária é importante para esclarecer dúvidas, considerar as condições de saúde do pet e definir o momento mais adequado para a cirurgia.

A castração é um procedimento cirúrgico que exige cuidados no período de recuperação. O controle da dor e da inflamação, além do acompanhamento no pós-operatório, contribui para o conforto e a cicatrização do animal.

Manter as consultas veterinárias em dia, observar possíveis alterações nas mamas e conversar com o profissional sobre a castração são medidas que ajudam a cuidar da saúde dos pets e a aumentar as chances de identificar doenças precocemente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *