Há cerca de oito anos um canto diferente se espalha nas redondezas do Instituto Oncológico do Oriente Boliviano, em Santa Cruz de la Sierra e carrega uma história de fidelidade inabalável. Trata-se de Martín, um galo que acompanhou seu tutor até o hospital para um tratamento contra o câncer e, mesmo após a morte do dono, não vai embora, fazendo das calçadas da instituição a sua morada
Martín dorme em uma árvore próxima e, às 6 horas de todos os dias, desce de lá e fica circulando próximo à unidade de saúde. Médicos, funcionários e pacientes já conhecem o morador e frequentemente oferecem a ele alimento e água.
Nas redes sociais, a história de Martín foi comparada com a de Hachiko, um cão japonês que aguardou por quase dez anos seu dono retornar à estação Shibuya, em Tóquio, mesmo após a morte do tutor. Por isso, o galo foi apelidado carinhosamente como “Hachiko Boliviano”.
História de Hashiko
Conhecido como “o cão mais fiel do mundo”, Hashiko era um cachorro da raça Akita Inu que ficou conhecido por aguardar seu tutor por quase dez anos na estação japonesa, muito tempo depois da morte do homem.
A história já ganhou três versões cinematográficas baseadas ou inspiradas na versão original dos fatos. Hachikō Monogatari é o filme que conta de forma autêntica a história do cão, e foi número um no mercado cinematográfico japonês em 1987. Posteriormente, outras versões como Sempre ao Seu Lado (2009) e Hachiko: Para Sempre (2023) foram lançadas.

Em 1934, uma estátua em homenagem a Hachiko foi erguida do lado de fora da estação Shibuya, em Tóquio, onde ele aguardava o retorno de seu dono.













