Cachorra dá à luz 7 filhotes de tons diferentes: “Acabou a tinta”

Uma cadelinha caramelo resgatada em uma escola deu à luz sete filhotes durante a madrugada e surpreendeu a família com uma ninhada que chamou atenção até pela diferença na coloração dos pelos.

O momento foi registrado por Priscilla e compartilhado nas redes sociais. No vídeo, os recém-nascidos aparecem juntos, enquanto a tutora apresenta os filhotes e conta que os primeiros nasceram com a pelagem mais escura. Já os últimos vieram ao mundo com os pelos mais claros.

A diferença entre os irmãos rendeu uma brincadeira de Priscilla, que comparou o parto ao funcionamento de uma impressora. Segundo ela, seria como se o equipamento tivesse ficado sem tinta ao longo do nascimento.

A cadelinha havia sido resgatada anteriormente na escola dos filhos de Priscilla e passou a fazer parte da família. 

Genética das pelagens

O que determina as cores e os padrões que tornam cada cachorro único A resposta está na genética. 

Embora a variedade de pelagens encontrada nos cães pareça praticamente infinita, especialistas explicam que todas elas surgem a partir de apenas dois pigmentos básicos.

A combinação desses pigmentos com diferentes genes é capaz de criar manchas, faixas e desenhos surpreendentes, como a do filhotinho.

Apenas dois pigmentos, inúmeras possibilidades

Apesar da enorme diversidade de cores observada nos cães, toda a pelagem é formada por apenas dois pigmentos: a eumelanina e a feomelanina.

eumelanina é responsável pelos tons escuros. Em sua forma original, produz a cor preta, mas determinados genes podem alterar sua expressão, dando origem a cores como marrom, cinza-azulado e isabela, um tom marrom bastante claro. Esse pigmento também influencia a coloração dos olhos, do nariz e das pálpebras.

Já a feomelanina é responsável pelos tons avermelhados e amarelados. Ela pode variar do vermelho intenso ao dourado, laranja, amarelo e creme.

Diferentemente da eumelanina, sua atuação ocorre apenas na pelagem, sem interferir na cor dos olhos ou do focinho.

O branco, por sua vez, não é considerado um pigmento. Na maioria dos casos, os pelos brancos surgem quando determinadas células deixam de produzir melanina, resultando na ausência de cor em algumas áreas do corpo.

O papel dos genes nos desenhos da pelagem

Se existem apenas dois pigmentos, o que explica tantas combinações diferentes? A resposta está nos genes responsáveis por controlar a produção e a distribuição dessas substâncias pelo corpo do animal.

Os cientistas já identificaram diversos genes ligados à coloração dos cães. Alguns determinam a intensidade das cores, enquanto outros controlam onde cada pigmento será produzido.

É essa programação genética que define se um cachorro terá manchas brancas, máscara escura no rosto, pelagem tigrada ou padrões mais raros.

A genética também explica por que filhotes da mesma ninhada podem nascer tão diferentes entre si. Cada um recebe uma combinação única de genes herdados da mãe e do pai, fazendo com que irmãos compartilhem características, mas raramente sejam idênticos.

Em alguns casos, os genes podem até alterar a produção de pigmentos ao longo do crescimento do pelo, criando desenhos ainda mais complexos. Por isso, dois cães da mesma raça podem apresentar aparências bastante distintas.

Cachorro caramelo

Eles estão por toda parte: nas ruas, nos quintais, nos memes da internet e cada vez mais nos sofás das casas. O cachorro caramelo, praticamente, faz parte da rotina do brasileiro. Mas afinal, o que explica tanto amor por esse “sem raça definida”?

Segundo a veterinária Fernanda Binati, não é só impressão: o caramelo virou mesmo um ícone nacional.

“A incidência da raça vira-lata se tornou muito mais frequente atualmente. Eles estão em toda parte e acabaram se tornando símbolo de uma causa: a adoção”, explica.

Existe um consenso não oficial e altamente emocionado de que os cães caramelo são companheiros, dóceis e muito apegados aos humanos. A fama, amplificada pelas redes sociais, nem sempre corresponde a uma regra, mas reflete características frequentemente observadas nesses animais. 

“Geralmente eles são dóceis, mansos e companheiros. Mas tudo depende do estilo de vida do pet e de como o tutor cria o animal”, afirma a veterinária.

Por trás de um cachorro equilibrado e afetuoso, geralmente está um tutor presente e dedicado e não uma genética excepcional.

Na prática clínica da especialista, os cães sem raça definida (SRDs) costumam ser tranquilos, embora comportamentos mais temperamentais também possam aparecer, ainda que em menor número.

“Geralmente são mansos, mas sempre existem os mais temperamentais e bravos, porém em menor quantidade”, destaca.

“O ambiente e a criação são os principais fatores. Animais criados em ambientes hostis tendem a ser mais agressivos. Já os que recebem muito amor e carinho são mais dóceis”, afirma.

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