FAESP solicita ampliação do crédito emergencial do FEAP para produtores atingidos por eventos climáticos

Mais de 1.600 propriedades foram atingidas em Ribeirão Preto e Jaboticabal, com perdas estimadas em R$ 240 milhões em grãos e estruturas, além de prejuízos expressivos à produção e à receita de fruticultores

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) solicitou ao Governo do Estado a ampliação e adequação do Projeto FEAP – Crédito Emergencial, a fim de atender produtores rurais afetados pelos severos eventos climáticos registrados entre os dias 23 e 25 de julho, nas regiões de Ribeirão Preto e Jaboticabal.

Em ofício encaminhado ao governador Tarcísio de Freitas, o presidente da Faesp, Tirso de Salles Meirelles, reconheceu a atuação do Governo paulista diante da situação e destacou a mobilização da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, da CATI e do ITESP, além da publicação da Deliberação CO-15, de 30 de julho de 2026, que estabeleceu medidas emergenciais para os produtores atingidos.

Segundo a Faesp, entretanto, os recursos atualmente previstos são insuficientes diante da dimensão dos prejuízos. A avaliação preliminar contabilizou 1.609 propriedades atingidas e aponta perdas estimadas em R$ 240 milhões somente em grãos armazenados e estruturas danificadas. O ofício solicita, portanto, a ampliação do aporte global de R$ 20 milhões e a revisão do limite de R$ 150 mil por beneficiário, de modo que os valores sejam compatíveis com os prejuízos confirmados pelas vistorias.

A entidade também chama atenção para uma dificuldade que vai além da recuperação das estruturas produtivas. Muitos produtores, especialmente fruticultores que estavam em período de colheita, perderam a safra e, consequentemente, a receita que seria utilizada para a manutenção das propriedades. Mesmo após a recomposição das culturas, haverá um período de transição até que uma nova produção possa gerar faturamento.

Diante desse cenário, a Faesp propõe que a Deliberação CO-15/2026 seja adequada ou que seja criado um instrumento complementar que amplie a participação das despesas de custeio e permita o acesso a capital de giro. “A medida possibilitaria aos produtores manterem suas propriedades em funcionamento durante a recuperação, incluindo despesas com trabalhadores, energia, serviços essenciais, tratos culturais, medidas fitossanitárias, insumos e demais custos operacionais”, diz Tirso Meirelles.

A Faesp ressalta que esses recursos são complementares aos investimentos destinados à recuperação das estruturas e têm como objetivo preservar as unidades produtivas e garantir a permanência dos produtores na atividade até a retomada da capacidade de geração de receita.

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