Talento em programação: acadêmico de Ciência da Computação da Unimar avança na Olimpíada Brasileira de Informática

IMG_8671

Ainda no primeiro ano da graduação, Rafael Queirole conquistou classificação para a segunda fase da competição nacional e representa a Universidade em um dos principais desafios de programação do país

O interesse pela tecnologia, a disposição para enfrentar novos desafios e a busca por experiências que complementem a formação acadêmica levaram Rafael Queirole, acadêmico do primeiro ano do curso de Ciência da Computação da Universidade de Marília (Unimar), a conquistar uma importante oportunidade, que é representar a Instituição na Olimpíada Brasileira de Informática (OBI) 2026, avançando para a segunda fase da competição.

Promovida pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e organizada pelo Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a OBI chega à sua 28ª edição com o objetivo de despertar o interesse pela Ciência da Computação por meio de desafios que envolvem raciocínio, criatividade, lógica e programação. A competição é realizada individualmente e reúne estudantes de diferentes níveis de ensino de todo o país.

Na modalidade Programação, os participantes realizam as provas no computador e solucionam problemas utilizando linguagens como Python, C, C++ ou Java. A competição também contempla estudantes que cursam pela primeira vez o primeiro ano do Ensino Superior, inseridos no Nível Sênior da modalidade.

Para Rafael, a decisão de participar está diretamente relacionada ao desejo de aproveitar ao máximo as oportunidades proporcionadas durante a graduação e descobrir as áreas com as quais possui maior afinidade.

“Desde que entrei na Universidade, estou tentando participar de bastante eventos justamente para aproveitar e entender do que gosto dentro da área. Já tínhamos participado de outros eventos de maratona de programação e, como me interessei e percebi que é algo com que tenho certa facilidade, decidi tentar participar”, conta.

A dedicação trouxe resultado e o acadêmico conquistou a classificação para a segunda fase da OBI. Para ele, mais do que avançar na competição, participar de uma disputa nacional representa uma oportunidade de testar os próprios conhecimentos e perceber sua evolução na programação.

“A sensação de passar para a segunda fase é muito boa. É legal competir, treinar e se provar, de certa forma, porque você consegue se desafiar. E quem sabe avançar para a terceira fase e conseguir uma premiação ou uma medalha”, destaca.

A classificação também ganha relevância diante dos critérios da própria competição. Na modalidade Programação, a seleção para a Fase Estadual considera tanto o desempenho dos participantes dentro de cada instituição quanto a classificação nacional obtida na primeira etapa.

Além da experiência acadêmica, Rafael enxerga na Olimpíada uma preparação importante para o mercado de trabalho. Segundo o estudante, o tipo de raciocínio exigido pelos desafios da competição também está presente em avaliações técnicas realizadas por empresas durante processos seletivos na área de tecnologia.

“Acredito que agrega bastante, principalmente para o currículo. Muitos desses exercícios que fazemos também aparecem em processos seletivos técnicos de algumas empresas. Então, isso acaba me preparando melhor e fazendo com que eu queira buscar cada vez mais formas de resolver problemas de programação, treinar e me tornar um profissional mais capacitado”, afirma.

Antes da realização da segunda etapa, Rafael contou que os dias de preparação foram divididos entre estudos, prática e também momentos de descanso. “Claro que tem estudo, mas também um pouco de descanso, porque não dá para chegar muito estressado para fazer a prova”, brincou.

A segunda fase da modalidade Programação da OBI 2026 foi realizada nos dias 20 e 21 de agosto. Agora, Rafael aguarda a divulgação do resultado preliminar, programada para o dia 31 de agosto. Os classificados seguirão para a terceira e última fase, de abrangência nacional, cuja prova da modalidade Programação está prevista para 3 de outubro.

O coordenador dos cursos de Tecnologia da Informação da Unimar, Prof. Dr. Caio Saraiva Coneglian, destaca o orgulho em ver um acadêmico, ainda no primeiro ano da graduação, conquistando espaço em uma competição tão importante como a Olimpíada Brasileira de Informática.

“O Rafael demonstra exatamente o perfil que buscamos estimular em nossos estudantes, que é a curiosidade, iniciativa, dedicação e vontade de ir além da sala de aula. Essas experiências contribuem diretamente para o desenvolvimento do raciocínio lógico, da capacidade de resolução de problemas e da preparação para os desafios do mercado de tecnologia. A participação dele também inspira outros acadêmicos a aproveitarem as oportunidades, testarem seus conhecimentos e acreditarem no próprio potencial”, destaca.

 

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *