Viajar aos Estados Unidos com um animal de estimação exige planejamento e atenção aos documentos necessários. As regras sanitárias podem variar de acordo com a espécie, o país de origem e o histórico de viagens do pet.
Em junho de 2026, a U.S. Customs and Border Protection (CBP) atualizou a lista de verificação para a entrada de cães no país, reforçando a necessidade de documentação, vacinação, microchip, declaração do animal na chegada e possíveis inspeções.
Para os brasileiros, o processo tem algumas particularidades. Atualmente, os Estados Unidos classificam o Brasil como um país de baixo risco para raiva canina.
Por isso, as exigências são diferentes das aplicadas a animais provenientes de locais considerados de alto risco. Ainda assim, os tutores precisam cumprir uma série de requisitos sanitários.
Entre as condições destacadas pelas autoridades estão a apresentação de um cão aparentemente saudável na chegada, idade mínima de seis meses, microchip compatível com os padrões internacionais, vacinação contra a raiva em dia e preenchimento do CDC Dog Import Form antes do embarque.
A preparação, portanto, não deve ficar para os últimos dias. Além de reunir os documentos exigidos pelo país de destino, o tutor precisa observar os prazos, as condições para o embarque e as regras estabelecidas pela companhia aérea.
Regras não são iguais para cães e gatos
Apesar de cães e gatos serem considerados animais de companhia, os procedimentos para entrada nos Estados Unidos são diferentes entre as duas espécies.
No caso dos cães, as exigências sanitárias são mais rigorosas, principalmente por causa do controle da raiva. Conforme as circunstâncias da viagem, podem ser necessários documentos específicos, comprovantes de vacinação e identificação por microchip. O histórico de deslocamentos do animal também pode interferir nas exigências.
Para os gatos, as regras federais americanas são, em geral, menos complexas. O CDC não estabelece uma exigência federal geral de vacinação contra a raiva para felinos que entram no país. Mesmo assim, o tutor precisa verificar possíveis determinações do estado de destino, da companhia aérea e das autoridades brasileiras responsáveis pela documentação de saída.
A diferença entre as espécies é um dos fatores que mais exige atenção durante a preparação.
“O planejamento precisa ser individualizado. Não é possível considerar que a documentação utilizada para um cachorro será automaticamente a mesma para um gato. Além da espécie, é necessário analisar a origem do animal, o destino final, a rota, eventuais conexões e as regras da companhia aérea”, explica Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo.
Na prática, a viagem envolve duas frentes. O tutor precisa cumprir as exigências sanitárias e documentais para a entrada nos Estados Unidos e, paralelamente, atender às condições impostas pela companhia aérea para o transporte.
Antecedência ajuda a organizar documentos
Embora parte da documentação seja emitida próxima à data do embarque, a preparação não deve começar apenas na semana da viagem.
Para quem pretende viajar aos Estados Unidos, algumas semanas de antecedência podem ser importantes para verificar a situação das vacinas, providenciar a identificação do animal quando necessária, consultar um veterinário, escolher a companhia aérea, adquirir a caixa de transporte adequada e conferir a documentação.
No caso dos cães, a atenção deve ser ainda maior. A lista de verificação atualizada pela CBP em 2026 reforça a importância de organizar os documentos antes do embarque e informa que alguns animais podem passar por inspeção ao chegar ao país.
“Cada viagem precisa ser analisada individualmente. O tutor deve considerar não apenas a documentação do animal, mas também a companhia aérea, a rota, as conexões e as regras do país de destino. Quando essas informações são organizadas com antecedência, é possível reduzir significativamente o risco de problemas no embarque ou na chegada”, finaliza Juliana.













