Clima, oferta e demanda influenciam preços dos principais produtos agropecuários paulistas em julho

Levantamento aponta forte valorização do limão tahiti e da banana nanica, enquanto tomate, ovos e feijão registraram recuo nos preços pagos aos produtores em relação a junho

As condições climáticas, aliadas ao comportamento da oferta e da demanda, influenciaram diretamente a movimentação dos preços pagos aos produtores de importantes produtos da agropecuária paulista no mês de julho. Enquanto o limão tahiti e a banana nanica apresentaram forte valorização, itens como tomate, ovos de galinha e feijão cores registraram queda nas cotações em comparação com junho.

O destaque do mês foi o limão tahiti. O preço pago ao produtor pela caixa de 27 quilos foi, em média, de R$ 55,36, alta de 74,4% em relação ao mês anterior. O aumento foi provocado pela redução da disponibilidade da fruta, consequência da queda de folhas e frutos nos pomares causada pelas fortes chuvas e ventos. Na comparação com julho do ano passado, a valorização acumulada é de 35,8%.

A banana nanica também registrou expressiva alta. O quilo foi negociado, em média, a R$ 1,79, avanço de 24,6% frente a junho e de 11,7% no acumulado de 12 meses. No Vale do Ribeira, principal região produtora de banana em São Paulo e referência nacional na atividade, os produtores enfrentam dificuldades para escoar parte da produção em razão da perda de qualidade e da aparência abaixo do padrão comercial. Além disso, uma parcela da produção da região do Vale tem sido destinada ao atendimento da demanda do estado de Santa Catarina, uma vez que os bananicultores catarinenses têm exportado sua produção.

Entre os produtos que apresentaram retração nas cotações, o tomate registrou a maior queda mensal. O preço recuou 46,1% em julho na comparação com junho, refletindo as baixas temperaturas nas regiões produtoras e a demanda ainda enfraquecida. No acumulado de 12 meses, a redução chega a 32,6%.

Os ovos de galinha também tiveram queda de preços. A caixa com 30 dúzias foi negociada, em média, a R$ 133,65, redução de 14,2% em relação ao mês anterior e de 11,3% na comparação anual. O comportamento do mercado é explicado pela combinação entre demanda desaquecida e elevada oferta interna. Embora seja comum o produto registrar recuo nesta época do ano, a queda foi mais intensa em 2026 devido à constância na produção.

Já o feijão cores apresentou desvalorização de 10,3% em julho, com a saca de 60 quilos cotada a R$ 367,20. O avanço da colheita e o aumento da oferta contribuíram para a redução dos preços. Apesar disso, na comparação com julho de 2025, o produto acumula valorização de 79,1%.

Para acessar o relatório completo, clique na imagem abaixo. E acesse o Painel de Dados da Faesp para obter informações sobre os principais produtos agropecuários e outras estatísticas importantes para o agronegócio paulista e brasileiro.

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