Você sabe qual pet sente mais frio? Será que é o seu?

Não é só humanos que sentem frio! Com as chegada das frentes frias, muitos tutores percebem mudanças no comportamento dos animais de estimação.

Alguns passam a procurar cobertores, evitam sair da cama e até tremem nos dias mais gelados. Mas você sabe quais pets costumam sentir mais frio? Será que o seu está entre eles?

Em entrevista ao IG, a Dra. Camila Ferreira Santoro, da Tudodvet, explicou que alguns animais são naturalmente mais sensíveis às baixas temperaturas e, por isso, precisam de atenção especial nesta época do ano.

O seu pet está nesta lista?

Os animais que costumam sofrer mais com o frio são:

  • Filhotes, que ainda não desenvolveram completamente a capacidade de regular a temperatura corporal;
  • Pets idosos, que podem apresentar metabolismo mais lento e doenças que aumentam o desconforto no inverno;
  • Cães de pequeno porte;
  • Animais muito magros ou com pouca gordura corporal;
  • Pets de pelo curto ou com pelagem menos protetora;
  • Gatos sem pelo, como o Sphynx.
  • Entre os cães que costumam sentir mais frio estão raças como Chihuahua, Pinscher, Dachshund (salsicha), Pug e Buldogue Francês.

Os mais sensíveis ao frio costumam ser os filhotes, os idosos, os animais de pequeno porte e aqueles com pouca gordura corporal ou pelagem menos protetora“, explica a especialista.

Por outro lado, algumas raças nasceram praticamente preparadas para enfrentar temperaturas baixas.

Husky Siberiano, Samoieda e Pastor de Berna possuem pelagem densa e maior tolerância ao frio, o que reduz a necessidade de proteção extra na maior parte dos casos.

Nem todos os animais sentem frio da mesma forma

Embora muitos tutores acreditem que a temperatura afeta todos os pets igualmente, a realidade é diferente.

Dois pets que vivem na mesma casa podem reagir de formas diferentes à mesma temperatura.”

De acordo com a veterinária, fatores como porte, idade, pelagem, condição corporal e estado de saúde influenciam diretamente na forma como cada animal enfrenta o inverno.

Um cão jovem, saudável e com pelo denso pode passar por uma noite fria sem grandes problemas. Já um filhote, um animal idoso ou um pet com doença crônica pode perder calor corporal com mais facilidade.

Como identificar se o pet está com frio?

Nem sempre os sinais são óbvios. “Muitos procuram cobertores, locais ensolarados ou ficam mais próximos dos tutores em busca de conforto térmico.”

Além disso, tremores, postura encolhida, redução da disposição para brincadeiras e passeios e a busca constante por lugares quentes podem indicar desconforto.

A especialista destaca que observar mudanças de comportamento costuma ser mais eficiente do que simplesmente olhar para o termômetro.

As mudanças de comportamento costumam ser os indicadores mais confiáveis.

Tremedeira nem sempre significa frio

Um erro comum é associar qualquer tremor às baixas temperaturas.

Além da baixa temperatura, os tremores podem estar relacionados à dor, ansiedade, medo, queda da glicose no sangue, doenças neurológicas, febre ou até intoxicações.”

Por isso, se o sintoma persistir ou surgir acompanhado de apatia, falta de apetite ou outros sinais, o ideal é procurar orientação veterinária.

Roupinhas ajudam?

As roupinhas podem ser grandes aliadas durante o inverno, mas nem todos os pets precisam delas.”

Filhotes, idosos, animais de pelo curto, sem pelo e de pequeno porte costumam se beneficiar mais da proteção extra. Já raças adaptadas ao frio normalmente não precisam de roupas.

O mais importante é garantir conforto sem exageros, utilizando peças adequadas ao tamanho do animal e que permitam livre movimentação.

A principal recomendação para o inverno

Para a Dra. Camila, existe uma regra simples que vale para todos os tutores.

“Observe o seu pet. Cada animal sente o frio de uma forma diferente.”

Oferecer um ambiente seco, protegido do vento, com uma cama confortável e acesso constante à água fresca são medidas que ajudam a garantir mais conforto e qualidade de vida durante os meses mais frios do ano.

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