Quando servir é a verdadeira liderança – A história de Romildo Rainieri Júnior: fé que se pratica, voluntariado que sustenta e um propósito que deixa rastro

Por: Cris Silva

22/01/2026

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Por Cris Silva

Algumas conversas não entram só na agenda. Elas penetram na alma.

O episódio #47 do Podcast Empodera Aí, Cris! foi assim: um encontro com um homem de fala serena, mas de impacto grande — porque ele não fala de valores como quem recita. Ele vive como quem sustenta.

Recebi o Dr. Romildo Rainieri Júnior — mariliense, administrador e advogado, com uma trajetória que atravessa negócios familiares, multinacionais, docência, políticas públicas e, principalmente, voluntariado real.

Daquele que não aparece em post. Aparece em ações na prática.E eu saí desse bate-papo com uma sensação clara: tem pessoas que constroem legado sem fazer barulho.

A raiz que ensina sem discurso: “eu vi meu pai servir”

Quando Romildo fala do pai, não é só memória — é direção.

Ele cresceu vendo o pai atuar por décadas no voluntariado, visitando pessoas, mobilizando empresários, pedindo ajuda com credibilidade, fazendo o bem com constância.

E tem uma parte que me marcou: ele contou que só depois que o pai partiu é que começou a ouvir pela cidade frases do tipo: “Seu pai me ajudou quando ninguém ajudou.”

Coisas que a família nem sabia. Isso diz muito sobre um tipo de liderança rara: a que serve sem precisar ser vista.

O mundo lá fora e os valores aqui dentroAos 15 anos, Romildo foi para os Estados Unidos. E não foi “só intercâmbio”. Foi um choque de cultura que virou ferramenta de vida: respeito aos valores familiares, espiritualidade presente no cotidiano, disciplina, e aquela consciência simples de cidadania que parece pequena… mas muda tudo.

Ele deu um exemplo que eu achei lindo pela simplicidade: não jogar um papel no chão — guardar, esperar uma lixeira, isso é fazer o certo sem plateia.

É isso: valores não se dizem. Valores se praticam.

Muitas estradas, um mesmo propósito: ajudar pessoas a crescerem

Romildo passou por ambientes bem diferentes — e isso, foi ao encontro de seu propósito

Ele viveu a transição de uma empresa familiar para uma gestão profissional (inclusive com cultura americana, metas, planejamento, cobrança e estratégia). Depois foi para a vida pública, onde participou de entregas que deixam marca — como o trabalho para trazer a Azul Linhas Aéreas para Marília, articulando região, empresários e demanda real.E teve também o Banco do Povo, com microcrédito e palestras em bairros, associações e comunidades — ajudando pequenos empreendedores a acessarem recursos, saírem do sufoco e estruturarem o básico.

O que conecta tudo isso?Não é cargo. Não é currículo.

É uma ideia constante: crescimento com responsabilidade.

Empretec: a virada de chave que ele ajudou a multiplicar

Teve um momento em que ele falou do Empretec com brilho nos olhos — e eu entendo, porque eu também sou empreteca.

Ele explicou de forma direta: o Empretec é uma imersão focada em comportamento empreendedor, criada a partir de metodologia da ONU e aplicada exclusivamente pelo Sebrae no Brasil. E não é sobre “motivação”. É sobre atitude, decisão, padrão mental, compromisso com resultado e autoconsciência.

E ele disse algo que é muito real:existe o empreendedor antes e depois do Empretec.

Porque tem formação que não entrega só conteúdo — entrega uma melhor versão de nós mesmo.

Voluntariado na Santa Casa: quando servir vira compromisso

Quando Romildo falou da Santa Casa, eu senti o peso e a grandeza. Não é romantização. É realidade dura: hospital SUS, contas altas, necessidade constante de apoio, mobilização e gestão.

E ele repetiu uma frase que deveria morar na cidade inteira: “A Santa Casa não tem dono. Ela pertence a todos nós.”

Esse é o ponto: Romildo não fala de comunidade como conceito bonito.Ele fala como quem carrega junto.

O que eu aprendi com Dr. Romildo

Quando perguntei ao Romildo sobre legado, ele respondeu com uma frase simples — dessas que parecem pequenas, mas carregam uma vida inteira de coerência: “Plante a boa semente e você terá boa colheita.”

Mas o que mais me tocou não foi apenas a frase.

Foi tudo o que vinha junto com ela.Ali ficou claro que, para ele, felicidade tem a ver com paz de espírito.

E paz de espírito nasce da coerência entre o que se acredita, o que se fala e o que se vive.

Romildo também compartilhou algo que ecoou forte em mim:para ele, a Bíblia é um manual de vida.

Não como discurso, não como imposição — mas como prática diária.

Porque espiritualidade, na sua visão, não é o que se declara.

É o que se sustenta no cotidiano: família, caráter, escolhas repetidas, serviço silencioso.

Outro aprendizado que levo comigo veio da forma como ele falou sobre escuta.

Romildo contou que precisou aprender a ouvir de verdade.

Porque, muitas vezes, quando alguém tem espaço para falar e se escutar, encontra sozinho o próprio caminho.

E isso, para mim, é uma das formas mais bonitas de cuidado.

Não é consertar o outro.É criar espaço para que o outro se reconstrua.

Depois desse episódio, fiquei pensando muito nisso.Talvez o segredo de uma vida que realmente impacta não esteja em fazer muito.

Mas em fazer bem — pelo motivo certo.

Romildo me lembrou que existem pessoas que sustentam cidades inteiras com gestos simples e contínuos:presença, serviço, fé vivida na prática, voluntariado, trabalho sério e a família como base.

E, no fim das contas, é isso que permanece.📺 Assista agora ao episódio #47 do Podcast Empodera Aí, Cris! com Romildo Raineri Junior no YouTube https://www.youtube.com/watch?v=zFPI3izg_i8

Gravado nos estúdios da Unimar EAD, mediado por mim, Cris Silva em uma escuta ativa e sensível, onde histórias reais se transformam em impactos duradouros.

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Com todo meu carinho, Cris Silva

CEO da Ducris | Psicóloga | Mentora de Network com propósito | Apresentadora do podcast Empodera Aí, Cris!

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