Por Cris Silva
Tem gente que trabalha com mente.E tem gente que, quando fala de mente, faz a gente lembrar da alma.
No episódio #42 do podcast Empodera Aí, Cris!, recebi uma mulher com muitos títulos — psicanalista, neuroterapeuta, escritora, palestrante, pedagoga, especialista em neuropsicologia e fundadora do INC – Instituto do Cérebro.
Mas existe um título que ela carrega com mais verdade do que qualquer certificado:uma mulher que atravessou o próprio medo para ajudar outras pessoas a atravessarem os seus.
Eu cuido de todo mundo… e perdi o gosto da vida
Rosângela cresceu em uma família grande: seis irmãos. Ela foi cuidada — e aprendeu cedo a cuidar.Trabalhou desde muito cedo. Por dinheiro. Por necessidade. Por sobrevivência.
Passou anos na área financeira, na contabilidade, estruturada, estável… mas presa na pergunta que um dia vira dor:
“É só isso?” Em um determinado momento, ela se deu conta de algo que é mais comum do que parece — especialmente entre mulheres:Ela cuidava da família. Cuidava de filhos.Cuidava da rotina.

Cuidava de tudo. Mas não estava cuidando dela. E quando ela disse isso no episódio, foi como se estivesse falando por muita gente: “Eu cuido de todo mundo… e perdi o gosto da vida.”É nesse ponto que a vida chama. E quando a vida chama, ou a gente finge que não ouviu… ou a gente recomeça.
Recomeçar não é fraqueza. É coragem.
Rosângela fez algo que nem todo mundo tem força de fazer: parou. Pediu conta. Saiu de uma grande empresa. Voltou para Marília. E se olhou com uma pergunta que muda destino:
“Quem sou eu?” Ela contou que teve apoio do marido — e isso foi decisivo:Ele não respondeu com medo. Respondeu com direção: “Vai estudar. Entra e arrasa.” E foi assim que ela começou uma jornada que não parou mais: pedagogia, busca, psicanálise, neuropsicologia… e um detalhe importante: Quanto mais ela estudava, mais ela percebia algo que muita gente sente e não confessa: ela estava se escondendo atrás do estudo.
Porque estudar também pode ser abrigo.E abrigo, às vezes, é só um nome bonito para medo.
Foi a psicóloga dela quem nomeou com precisão: “Você está com medo. Vamos entender esse medo.” E aí veio a chave: ação.
Um passo pequeno, mas com impacto gigante: um trabalho voluntário.
A virada que nasceu no acolhimento de mulheres feridasRosângela foi para o Centro de Referência da Mulher, ao lado da Dra. Adriana Tognoli.
E ali ela viu, de perto, uma realidade dura: Muitas mulheres em Marília sofrem violência — doméstica, psicológica, sexual, no trabalho.
E quando uma mulher vive isso, ela não perde só a segurança. Ela perde a referência de si.
Rosângela não estava ali para “salvar” ninguém. Ela estava ali para estar.E quando ela começou a estar — com presença, escuta e verdade — as mulheres começaram a se fortalecer, a se reorganizar… e a indicar o nome dela.Só que quando o trabalho começou a crescer, o medo voltou.
E ela fez algo muito humano: tentou se proteger. Criou uma metodologia para atender “casal em casal”, chamando o marido para junto, como apoio.
Porque, às vezes, a gente só consegue começar quando alguém segura a nossa mão.
Mas o que ela estava construindo ali, sem perceber, era mais do que um método: Era autoconfiança em processo.
A dor que mudou tudo: quando a mãe encontrou a missãoA virada não veio de um plano. Veio de um susto.
O filho da Rosângela tinha 17 anos quando foi para o seminário. Oito meses depois, veio a ligação: ele estava voltando. No caminho de volta, antes de qualquer explicação, ela olhou. E soube na hora que algo não estava bem.
Em poucas horas, ele foi internado. E junto do medo veio o julgamento, a pressa em concluir, a dor de não ser acolhida.
Quando o diagnóstico chegou — transtorno bipolar — veio a frase que ecoou como sentença: “Não tem cura. Tem controle.”
Rosângela com sua inquietude não ficou parada, foi buscar alternativas de tratamento. Transformou angústia em estudo. Medo em pesquisa. Amor em ação.
Foi assim que chegou à neuromodulação e ao neurofeedback — não por tendência, mas por necessidade. Ela não queria apenas controlar sintomas. Queria devolver autonomia, clareza e qualidade de vida para o filho
E quando percebeu que havia caminho, entendeu: não era só sobre o filho.
Era sobre missão.
O cérebro é treinável — e essa frase devolveu esperança
Rosângela descobriu algo que mudou tudo: o cérebro pode ser treinado. Não de forma genérica. Mas de maneira segura, personalizada e ética.
A neuromodulação funciona como estímulos direcionados que ajudam o cérebro a se regular. Já o neurofeedback age como um espelho em tempo real: mostra padrões e permite treinar foco, sono, ansiedade, emoções e cognição.
Não é teoria distante. É prática.
Ela estudou, foi para Curitiba, trouxe os equipamentos e começou pelo que mais importava: o próprio filho. Mas, antes treinou no maridão.
Com acompanhamento médico, estudo contínuo e aplicação responsável, os resultados vieram. Hoje, aos 23 anos, ele não faz uso de medicação e desenvolveu autocontrole e autonomia.Isso não é milagre de internet. É ciência com propósito.Tecnologia com ética. E uma mãe que não aceitou parar na primeira resposta.
O INSTITUTO DO CÉREBRO NASCEU PARA POTENCIALIZAR O CUIDADO
Quando Rosângela fundou o INC – Instituto do Cérebro, em 2024, não foi para substituir a terapia tradicional.
Foi para potencializar.
Ela traz uma afirmação simples e poderosa: a fala cura.Mas quando a fala se encontra com o estímulo cerebral adequado, o processo pode ser mais rápido, mais profundo e mais consciente.
O INC nasce com um olhar que me chamou atenção — porque é humano antes de ser técnico. Ali se acolhe quem já tem um diagnóstico, mas também quem deseja prevenir.
Quem precisa reabilitar, mas também quem busca alta performance.
Crianças, adultos, idosos. Cada fase com seu cuidado, cada pessoa com sua singularidade.
E há algo que faço questão de destacar: ética.
Rosângela avalia antes de prometer. Escuta antes de intervir.Estuda cada caso para entender se, de fato, pode ajudar.
Ela respeita limites, contraindicações e processos.
Em um tempo de soluções rápidas e promessas fáceis, isso é raridade.
PROPÓSITO NÃO É MULETA. É MOVIMENTO.
Teve um momento do episódio que dá vontade de recortar e guardar.
Rosângela foi direta: propósito não se encontra parado. Se encontra vivendo.
Propósito nasce no servir. É aquilo que você faz e não vê o tempo passar.
Não vem do “parecer”, vem do ser. E vale repetir, porque muita gente precisa ler isso hoje: Se você está esperando o propósito chegar para começar…talvez esteja apenas sobrevivendo.
A MENSAGEM QUE FICA PRA MIM
É Rosângela não virou quem é porque deu tudo certo. Virou porque não desistiu quando doeu. Cuidar da mente é, muitas vezes, o caminho de volta para a vida. E sempre é tempo de se tornar quem se quer ser.
📺 Assista agora ao episódio #42 do Podcast Empodera Aí, Cris! com Rosângela Belini no YouTube:
https://youtu.be/ChrRJw45ktk?si=IuEfSMn9WPAXvnwM
Gravado nos estúdios da Unimar EAD, mediado por mim, Cris Silva em uma escuta ativa e sensível, onde histórias reais se transformam em impactos duradouros.
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Com todo meu carinho, Cris Silva
CEO da Ducris | Psicóloga | Mentora de Network com propósito | Apresentadora do podcast Empodera Aí, Cris!













