Mulheres do Agronegócio: Desafios de 2025 e Perspectivas para 2026

Juliana Farah, vice-presidente da Comissão Semeadoras do Agro
Juliana Farah, vice-presidente da Comissão Semeadoras do Agro

Olá, queridas leitoras,

O ano de 2025 trouxe consigo uma série de desafios ao agronegócio brasileiro, especialmente para as mulheres que vêm conquistando cada vez mais espaço nesse setor estratégico. A volatilidade dos mercados internacionais, as mudanças climáticas e a necessidade de incorporar tecnologias sustentáveis exigiram não apenas competência técnica, mas também liderança resiliente.

As mulheres do campo tiveram de lidar com a pressão por produtividade, ao mesmo tempo em que buscavam equilibrar práticas inovadoras com a preservação ambiental e a valorização das comunidades rurais.

Entre os principais obstáculos enfrentados, destacam-se a escassez hídrica em algumas regiões, o aumento dos custos de insumos e a necessidade de adaptação às novas exigências de certificações socioambientais.

Além disso, a desigualdade de gênero ainda se manifesta em barreiras de acesso ao crédito, à representatividade em cargos de decisão e ao reconhecimento pleno de sua contribuição para o setor.

Em 2025, muitas mulheres precisaram reafirmar sua posição como protagonistas, demonstrando que o agronegócio não é apenas um espaço de produção, mas também de inovação e inclusão.

Para o novo ano que se aproxima, as perspectivas se mostram promissoras, embora desafiadoras. A crescente digitalização do campo, com o uso de inteligência artificial, drones e sistemas de monitoramento, abre oportunidades para que mulheres liderem processos de modernização e gestão eficiente.

A agenda da sustentabilidade, cada vez mais central, também favorece a atuação feminina, já que muitas produtoras têm se destacado pela adoção de práticas regenerativas e pela busca de equilíbrio entre produtividade e responsabilidade socioambiental.

Ademais, espera-se maior fortalecimento de redes de apoio e associações voltadas às mulheres do agronegócio, ampliando sua voz em fóruns nacionais e internacionais.

Assim, 2026 pode ser um ano de consolidação: de continuarmos a defender o reconhecimento da força feminina no campo, de ampliação da representatividade e de avanço em políticas públicas que promovam igualdade de oportunidades.

O futuro do agronegócio dependerá não apenas da capacidade de produzir alimentos para o mundo, mas também da habilidade de construir um setor mais justo, sustentável e inclusivo — e as mulheres têm papel essencial nesse processo.

Contem com a Comissão Semeadoras do Agro da Faesp para isso.

Com carinho, Juliana Farah, presidente da Comissão Semeadoras do Agro da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp)

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