A justificativa da ONU para problema em escada rolante criticado por Trump

Após críticas da Casa Branca, a Organização das Nações Unidas justificou o motivo pelo qual uma escada rolante utilizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por sua esposa, Melania, na terça-feira, 23, teria parado abruptamente. Segundo um porta-voz da entidade, é possível que um mecanismo de segurança tenha sido ativado por um cinegrafista da Casa Branca, que andava ao lado do presidente para filmá-lo. 

Uma análise na unidade central de processamento mostrou que a estrutura parou após a função de segurança embutida em um dos degraus ser acionada no topo da escada. O porta-voz Stéphane Dujarric disse que o cinegrafista americano acionou o mecanismo sem querer enquanto subia de ré para registrar a chegada do casal presidencial.

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Trump citou o episódio durante seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU. De acordo com o presidente, “uma escada rolante que, na subida, parou bem no meio” foi a única coisa que recebeu das Nações Unidas, e que “se a primeira-dama não estivesse em ótima forma, ela teria caído”.

A Casa Branca levantou preocupações a respeito do episódio. Na rede social X, a secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que “se alguém na ONU parou intencionalmente a escada rolante enquanto o presidente e a primeira-dama estavam subindo, essa pessoa precisa ser demitida e investigada imediatamente”, enquanto republicava um trecho de reportagem do jornal britânico The Times, sugerindo que a interrupção foi proposital.

Problemas técnicos

Esse não foi o único problema que Trump enfrentou durante seu discurso na Assembleia Geral. O presidente iniciou sua fala afirmando que o teleprompter não estava funcionando, e que “quem quer que esteja operando, está em apuros”. O dispositivo só foi restaurado ao final das declarações do presidente.

Horas depois, um funcionário das Nações Unidas disse à emissora britânica BBC que o equipamento era operado diretamente pela Casa Branca. Segundo a autoridade, os funcionários americanos afirmaram saber a velocidade correta com que o texto deveria ser entregue a Trump e conectaram os próprios computadores ao sistema da ONU.

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