Acim celebra recorde de abertura de empresas em SP e projeta melhora no varejo

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O vice-presidente da diretoria executiva da Associação Comercial e de Inovação de Marília (ACIM), Marcelo Marcos Mantelli, celebrou os resultados positivos registrados pelo Estado de São Paulo no primeiro semestre de 2025, com o maior número de empresas abertas desde o início da série histórica, em 1998.

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“Esse desempenho demonstra o fortalecimento do ambiente de negócios no Estado de São Paulo, que segue firme como motor do empreendedorismo brasileiro”, afirmou o dirigente mariliense. Ele também ressaltou a importância da formalização e do apoio aos empreendedores. “Nosso compromisso é continuar modernizando e facilitando esse processo para que cada vez mais ideias saiam do papel com segurança e agilidade. A associação comercial é uma ferramenta de apoio ao empreendedor. Nossa função é assessorá-lo para que persevere.”

De acordo com dados divulgados pela Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), foram abertas 201.546 novas empresas no estado no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 15,5% em relação ao mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, 77.612 empresas encerraram as atividades, o que resultou em um saldo positivo de 123.934 empresas — um aumento de 22,12% na comparação com os primeiros seis meses do ano anterior.

“Esse é um bom sinal. Se cresce o número de novas empresas, isso indica que o comércio está reagindo à apatia percebida anteriormente”, avaliou Mantelli, demonstrando otimismo com a retomada econômica no segundo semestre.

A capital paulista liderou o movimento de abertura de empresas, reflexo da força de sua atividade econômica. Entre janeiro e novembro de 2024, a cidade de São Paulo gerou 210.898 empregos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Só no comércio, foram 20.045 vagas — alta de 2,24% em relação ao ano anterior. A taxa de desemprego atingiu 5,8% no terceiro trimestre de 2024, a menor já registrada pela PNAD Contínua desde 2012, com 6,8 milhões de pessoas ocupadas.

“Esses números reforçam nossa expectativa de um segundo semestre mais positivo para o varejo, desde que não haja surpresas econômicas ou políticas que atrapalhem esse cenário”, ponderou o dirigente.

Mantelli também comentou a alta na arrecadação federal como reflexo do aquecimento econômico. Em junho de 2025, foram arrecadados R$ 234,59 bilhões em impostos e contribuições federais — crescimento real de 6,62% em relação a junho de 2024. Em relação a maio, o aumento foi de 1,69%. Segundo ele, a elevação das alíquotas do IOF e a alta da taxa Selic, que favoreceu os rendimentos de fundos e títulos de renda fixa, foram fatores que impulsionaram esse desempenho.

“Ainda que parte desse crescimento tenha sido impulsionada por ajustes tributários, os números são animadores e apontam para uma recuperação consistente”, concluiu.

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